A repercussão do primeiro debate presidencial das Eleições 2018 na internet

Dados disponibilizados pelo Google Trends e movimentação nas redes sociais revelam a interação do público com as discussões eleitorais e o desempenho dos candidatos no meio digital 11 de agosto de 2018

Em parceria inédita com a Rede Bandeirantes, o Google utilizou sua plataforma Google Trends para analisar em tempo real os principais assuntos e nomes pesquisados pelos internautas durante o primeiro debate presidencial das Eleições 2018, exibido na noite dessa última quinta-feira, 9. No decorrer de toda a transmissão, ocorrida simultaneamente no YouTube, o site mostrou as oscilações nas buscas relacionadas aos candidatos e aos diferentes temas políticos discutidos no debate, apontando o reflexo do mesmo na internet e a interação do público com as discussões eleitorais. Já no Twitter, a repercussão colocou a hashtag #DebateBand em primeiro lugar nos assuntos do momento no Brasil e no Mundo.

Cem jornalistas credenciados acompanharam a cobertura do debate e sua repercussão na internet em uma sala digital exclusiva promovida pelo Google, nos estúdios da Band, em São Paulo. Com toda essa proposta de inovação e os resultados obtidos com ela, o meio digital demonstra ser um importante aliado na cobertura jornalística das eleições. As análises de dados, como os do Google Trends, podem dar acesso a informações importantes acerca dos interesses do público, como também anunciar o desempenho dos candidatos nas redes sociais.

Gráficos do Google Trends apontam a oscilação de interesse de busca dos temas discutidos no primeiro debate presdencial. Foto: André Porto / Metro. (Reprodução).

O ranking de interesse de pesquisa sobre os presidenciáveis variou conforme as regiões do país. Mas a nível nacional, após o debate, as buscas emitiram proporções menos destoantes entre eles. Jair Bolsonaro, do Partido Social Liberal (PSL), foi líder de pesquisa em 24 dos 27 estados. Começou sendo o candidato mais procurado no Google, com 69% das buscas, e encerrou com 23%. Em seguida, veio Cabo Daciolo, do Patriota, com 18%; Álvaro Dias, do Podemos, com 17%; Ciro Gomes, do Partido Democrático Trabalhista (PDT), com 13%; e Guilherme Boulos, do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), com 11%. Geraldo Alckmin, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Henrique Meireles, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e Marina Silva, da Rede, foram os nomes menos pesquisados no Google.

Bahia no debate

Entre os baianos, os interesses de busca, calculados por pontos de popularidade em relação à demanda de cada região, apontaram Jair Bolsonaro como o candidato mais popular durante a transmissão do debate, seguido de Ciro Gomes, Geraldo Alckmin, Álvaro Dias e Marina Silva.  Os números são proporcionais: regiões pequenas buscando muito sobre um tema terão peso maior que regiões muito populosas buscando pouco sobre um assunto.

Em Vitória da Conquista, os dados foram diferentes em comparação ao estado. O ranking de popularidade nas buscas dos candidatos à presidência colocou Álvaro Dias, Geraldo Alckmin e Guilherme Boulos como os 3 mais procurados, com 76, 74 e 65 pontos, respectivamente. Logo após, apareceram Ciro Gomes, com 64, Henrique Meireles, com 59, Jair Bolsonaro, com 54 e Marina Silva, com 21 pontos. Cabo Daciolo não possuiu uma pesquisa suficientemente expressiva para constar nos dados da cidade no Google Trends. Vale ressaltar que esses números são referentes apenas aos candidatos que participaram do debate promovido pela Band. Mais dados podem ser acessados aqui.

Repercussão no Twitter e Youtube

“O #DebateBand está na TV. A conversa está no Twitter”. Como dito por um usuário, no microblog, o debate se expandiu à sua própria maneira. Segundo dados apresentados pelo diretor da rede social, Leonardo Stamillo, a hashtag #DebateBand alcançou quase 2 milhões de tweets, um aumento de 139% em comparação com o primeiro debate presidencial de 2014 exibido pela emissora. Stamillo ainda apontou, por meio de seu perfil pessoal no Twitter, que “Bolsonaro foi o candidato mais citado em tweets sobre adversários, seguido por Guilherme Boulos. Os dois foram dois polos de atenção entre as pessoas que falaram sobre os candidatos à presidência”.

As discussões dos usuários da ferramenta também contaram com forte presença de recursos como imagens, gifs e vídeos de curta duração. Os populares memes preencheram a plataforma e foram bastante utilizados pelo público para expor opiniões sobre os candidatos e suas performances no programa, exibindo menções às contas dos candidatos no microblog em apoio ou crítica, de forma criativa.

Assuntos mais comentados do Twitter às 23h30 da última quinta-feira, 9. Reprodução: Twitter.

Essa repercussão já começou em alta desde o início do debate, e momentos cômicos das falas, bem como os embates entre os presidenciáveis fizeram a interação aumentar cada vez mais. Ricardo Boechat, mediador do debate, também foi destaque na rede social, especialmente com sua fala “perdeu, Playboy” ao candidato Ciro Gomes, dentre outras brincadeiras feitas pelo jornalista durante o programa que conquistaram o público online.

No YouTube, de acordo com a Bandeirantes, a transmissão do debate tornou-se o evento ao vivo mais assistido da história da plataforma no país. A exibição alcançou mais de 390 mil espectadores simultâneos. Chegando próximo aos 3 milhões de acessos, até às 20h dessa sexta, 10, ela ainda ocupou o primeiro lugar de exibição do momento no Youtube Brasil, mesmo possuindo mais de 4 horas, uma duração considerada muito longa e longe dos padrões de maior alcance na plataforma.

Um balanço

Apesar de não indicar diretamente intenções de votos, o primeiro debate presidencial das Eleições 2018 trouxe informações relevantes sobre a atenção dos eleitores com seus candidatos. Os resultados simultâneos das pesquisas do público online com o que era protagonizado no debate demonstraram o quanto o meio digital participa cada vez mais das pesquisas do eleitor.

O recorde nacional de visualizações do vídeo no Youtube, por sua vez, colocou a transmissão online como uma ferramenta expressiva para os veículos jornalísticos, e que deve ser cada vez mais utilizada, ainda que ao lado das exibições televisivas. Já a repercussão no Twitter gerou engajamento político do eleitorado.

Foto de capa: Marlene Bérgamo / Folhapress (Reprodução).