Brasil ocupa o oitavo lugar no ranking de países que menos punem crimes contra jornalistas

Ao todo, houveram 277 assassinatos contra a classe e 83% das pessoas que cometeram o crime não foram condenadas, de acordo com a análise feita em 12 países 1 de novembro de 2020 Tainá Aleixo

Em relatório publicado nesta quarta-feira (28/10) pelo Índice Global de Impunidade do Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ, na sigla em inglês), o Brasil aparece pelo décimo ano consecutivo no ranking na oitava posição. O estudo aponta os países em que jornalistas são mortos e os assassinatos não são julgados e punidos pela lei.

No levantamento foram incluídos 12 países, sendo a Somália e o México os países em que mais assassinos estão impunes, 26 deles. O índice do CPJ considera a proporção de assassinatos de jornalistas não solucionados em relação à população de cada país durante 10 anos, entre 1º de setembro 2010 e 31 de agosto 2020. Além disso, apenas nações com cinco ou mais casos não resolvidos são incluídas. Em números absolutos, o Brasil ocupa a sexta posição, junto ao Paquistão, com 15 assassinatos não resolvidos.

Fonte: CPJ / Tabela: Abraji

Durante o período analisado foram assassinados 277 jornalistas em todo o mundo. Em 83% dos casos, nenhum que cometeu o ato foi processado e condenado. A taxa de Impunidade em 2010 era de 86%.

No estudo, o CPJ definiu como “impunidade completa” quando não há condenação dos suspeitos. Caso um dos assassinos tiver sido punido, o caso é definido como “impunidade parcial”, não entrando no levantamento. Juntos os países citados no relatório respondem por 80% de todos os assassinatos não resolvidos do mundo, sendo todos reincidentes e aparecendo no ranking várias vezes, desde 2008 quando o monitoramento foi publicado pela primeira vez.

No comunicado oficial, a diretora de Advocacy do CPJ, Courtney Radsch, destaca: “Apesar do número decrescente de assassinatos de jornalistas, a impunidade por seus homicídios persiste, inclusive em países considerados mais estáveis e democráticos”. Ela também disse que os líderes “em todo o mundo devem às famílias e colegas das vítimas promover justiça rapidamente, tomar medidas em casos demorados e garantir que os assassinos não sejam libertos por brechas judiciais”.

Fonte: Abraji

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