Revista Gambiara tem projeto aprovado pela Football Against Racism in Europe

O projeto sobre a mulher negra no futebol brasileiro vai receber investimento para realização de reportagens entre entre agosto de 2020 e março de 2021 26 de agosto de 2020 Da Redação

A Revista Gambiarra – Jornalismo, Cultura e Ativismo – foi contemplada como subsídio da Black Live Matter Football, da Football Against Racism in Europe – Fare Network, com o projeto “A Negra no Futebol Brasileiro”, de autoria da jornalista Natália Silva. No Brasil, apenas o Observatório da Discriminação Racial no Futebol e Ludopédio, além da publicação local, aprovaram trabalhos.

De acordo com Natália, o título do projeto foi inspirado no livro “O Negro no Futebol Brasileiro”, do jornalista e historiador Mário Filho. “Por ser um clássico da literatura esportiva nacional e, apesar das séries de contradições que tenha gerado, é uma leitura obrigatória para quem estuda o assunto.”

O veículo independente Gambiara, que tem sede em Vitória da Conquista, vai receber um valor em dinheiro pelo projeto da Black Live Matter Football, entre agosto de 2020 e março de 2021. Com esses recursos, serão publicadas entrevistas e reportagem em vários formatos, tendo como objetivo de recuperar e resgatar a memória do futebol feminino negro, que é desvalorizado no “país do futebol”. “Mais do que falar de memória, a minha ideia é falar de esquecimento. O que a história do futebol no Brasil tenta deixar esquecido? Quantas e/ou quais mulheres negras, lutam todos os dias para melhorar a modalidade no país?”, pergunta a jornalista, que nasceu em Malhada de Pedras, na Bahia.

A jornalista baiana diz ainda que o projeto será um espaço para contar as histórias de mulheres negras a partir da sociedade forjada pela escravidão. “À medida que fui pensando na execução do projeto, que até então era só um sonho, percebi que temos que debater, ouvir e ler mais sobre o racismo, suas diversas formas e sua interseccionalidade com o gênero”, destacou.

Natália Silva é graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) e possui especialização em Comunicação em Redes Sociais pela FMU/SP. Ela estuda a atuação do Jornalismo Esportivo em períodos de grandes eventos, mas, no início de 2020, decidiu se voltar para o modo como são tratados os casos de racismo no futebol na mídia.

Fonte: Vagalume Press

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