29,4 milhões de famílias receberam auxílio, aponta IBGE

Cerca de 27 bilhões de reais foram repassados em auxílios pelo governo para enfrentamento à pandemia da covid-19 23 de julho de 2020 Janaína Borges

De acordo com Pesquisa Nacional por Amostras por Domicílios (Pnad) Covid-19, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), cerca de 29,4 milhões (43%) de famílias brasileiras receberam, em junho, algum tipo de Auxílio Emergencial do governo relacionado à pandemia da covid-19. Entre os benefícios, estão o Auxílio Emergencial e o Benefício Emergencial de preservação do emprego e da renda.

O Pnad Covid, do IBGE foi criado com o intuito de identificar os efeitos da pandemia sobre o mercado de trabalho e a saúde da população brasileira. Seu objetivo é auxiliar na elaboração de políticas públicas para minimizarem os impactos da pandemia do novo coronavírus.

A pesquisa identificou ainda que no mês de maio, aproximadamente 38,7% de domicílios solicitaram algum tipo de auxílio do governo. Ainda segundo o instituto IBGE, foram beneficiadas 3,1 milhões de residências a mais que no mês anterior. Cerca de 104,5 milhões de pessoas (49,5%), habitam casas que possuem pelo menos um morador que foi contemplado com o Auxílio em junho. Foram pagos cerca de R$ 27,3 bilhões em Auxílios pelo governo, tendo como valor médio angariado por residência, o valor de R$ 881. Nas regiões Norte e Nordeste, o faturamento chegou a 60% e 58,9% respectivamente, nas residências cadastradas.

Com a taxa de desocupação no país chegando a 12,4% em junho, o que representa um aumento de 1,7 ponto percentual, o desemprego no país aumentou. Com esse crescimento, a taxa de desemprego se alargou em todas as grandes regiões do Brasil, e em junho, atingiu 11,8 milhões de pessoas. Esse aumento tem relação com a flexibilização do distanciando social..

O Pnad também apurou que foi 4,2 milhões (2% da população) apresentaram sintomas conjugados da covid-19, em maio, contra 2,3 milhões (1,1%) no mês de junho. Foi levado em consideração, de acordo as estudos da área de saúde, os seguintes sintomas: tosse, febre, perda de cheiro ou de sabor, dificuldade para respirar e dor no peito.

Outros dados sobre a realidade identificados foram de que a taxa de internação não tem acompanhado os percentuais de brasileiros com sintomas. Segundo a pesquisa, (17,7%) de homens foram internados contra a taxa feminina de (13%). A população branca, mesmo sendo minoria no país, com (45,2%), teve um percentual de (17,1%) de internações, contra (13,9%) de pretos ou pardos.

Foto: Marcello Casal Jr.

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