40% dos jovens brasileiros diplomados não trabalham na área de formação

Os jovens com ensino superior completo acabam migrando para outras áreas onde a demanda por trabalho existe. A precariedade dos empregos, agravada pela pandemia da covid-19, torna o mercado de trabalho mais escasso. 15 de agosto de 2020 Alexya Leite

Cerca de 525 mil, equivalente a 40% dos jovens com idade entre 22 e 25 anos e com ensino superior completo, atuam em áreas diferentes do campo de formação. A análise, realizada pelo IDados, mostra ainda que essa condição se intensificou com a crise da covid-19.

O levantamento realizado pelo iDados tem como base os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A atual situação é resultado da fragilização do ensino e do trabalho. Esse processo, agravado pela crise sanitária e econômica, afeta em sua maioria a juventude pobre e negra.

Em meio ao desemprego crescente, os recém-formados acabam ocupando empregos piores, já que precisam trabalhar para sobreviver. A IDados aponta que 44% dos empregos informais entre 2015 e 2019 foram ocupados por jovens trabalhadores.

A exemplo disso estão os trabalhos em aplicativos, que dão “liberdade” ao empregado, em sua maioria homens e mulheres negros, para atuar sem qualquer direito trabalhista. Essas empresas ainda promovem o conceito de “empreendedorismo” sob cargas de horário exaustivas e salários escassos.

Com a crise atual, a fragilidade dos postos e oportunidades de trabalho são explicitados. A desvalorização dos profissionais recém graduados, mostra o cenário de exploração e precarização desses trabalhadores.

Fonte: G1

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