Bradesco anuncia o fechamento de 1.100 agências até o fim do ano

Durante a pandemia, 3.338 trabalhadores foram demitidos e 683 empresas foram fechadas ou incorporadas a outros setores pelo país 3 de novembro de 2020 Andressa Oliveira

Nesta quinta-feira (29/10), o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, anunciou que deve fechar 1.100 agências em todo o país até o final do ano. A medida se deve em parte pela redução de custo e também devido às novas mudanças que os bancos digitais estão trazendo para a economia do país.

O Bradesco encerrou o terceiro trimestre de 2020 com lucro de R$4,194 bilhões, mas em relação ao mesmo período de 2019, registrou queda de 28,1%. Neste ano, as despesas com inadimplências e operações de crédito pode chegar a R$879 milhões. Por outro lado, a pandemia da covid-19 levou ao teletrabalho de  95% dos funcionários e a forma de organização dentro da empresa mudou. Atualmente, as equipes são divididas e trabalham em revezamento. 

Nesse período de crise sanitária, a instituição demitiu 3.338 trabalhadores que pertenciam a 683 empresas, que foram fechadas ou incorporadas a outros setores pelo país. Além dessas, mais 400 empresas físicas serão fechadas e outras 700 mescladas com outros negócios. O Bradesco também apontou que os avanços dos bancos digitais e a competitividade do mercado financeiro impulsionaram a decisão e devem também impactar em mais demissões de funcionários.

Para o sindicato dos bancários da Bahia, os “números deixam claro que os bancos querem lucrar cada vez mais mesmo na crise. Preferem desempregar milhares de trabalhadores. Segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o setor bancário já demitiu 12 mil funcionários.”

Foto: Agência Brasil

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