Casos de reinfecção da covid-19 podem significar imunidade de curta duração

11 de setembro de 2020 Alexya Leite

Casos de reinfecção da covid-19 foram documentados em Hong Kong, Holanda e Bélgica. Nos três casos, houve uma mutação do vírus Sars-Cov-2, causador da doença. Antes, as suspeitas de reinfecção foram relacionadas a falsos negativos (exames com resultado incorreto) ou por falhas no manuseio dos materiais de coleta.

Em março, um indivíduo de 33 anos manifestou sintomas leves do novo coronavírus em Hong Kong. No dia 26 do mesmo mês, o resultado dos exames comprovou a infecção pelo vírus, levando-o a hospitalização. O paciente obteve alta médica em 14 de abril, depois de dois testes negativos.

Após viagem de negócios à Espanha, no dia 15 de agosto, o homem realizou um teste de rotina no aeroporto de Hong Kong, com resultado positivo. Ainda que assintomático, ele tornou a ser hospitalizado como medida cautelar.

Por meio de estudos genéticos foi possível comprovar que tratava-se de uma condição mutante do vírus e não do primeiro contágio. De acordo o professor clínico associado do Departamento de Microbiologia da Universidade de Hong Kong, Kelvin Kai-Wang To, os estudos demonstraram que os dois genomas virais eram de cepas diversas do coronavírus, ou seja, pertenciam a um grupo de descendentes com um ancestral comum.

Como é natural que os vírus sofram múltimas mutações durante uma pandemia, o Sars-Cov-2 desenvolveu modificações de elementos da própria estrutura proteica. Portanto, o caso refere-se a uma nova infecção, o que comprova a possibilidade de contágio da doença mesmo após sua recuperação.

Na Holanda, a reinfecção ocorreu em um homem idoso, com sistema imunológico debilitado. Segundo a virologista e conselheira do governo holandês Marion Koopmans, outras infecções por vias respiratórias não oferecem proteção imunológica vitalícia, portanto a reinfecção da covid-19 não surpreendeu.

Já no caso belga, a doença tornou a cometer uma mulher três meses após sua recuperação. A análise genética evidenciou 11 mutações do novo coronavírus na segunda infecção, considerada uma má notícia para o virologista Marc Van Ranst.

Os casos de reinfecção apontam a imunidade incerta contra o vírus, que pode ser de curta duração, num cenário onde nem todos desenvolverão os anticorpos necessários para defesa. Caso estudos confirmem os registros, será dificultoso que a covid-19 acabe através da imunidade de rebanho.
Em março, um indivíduo de 33 anos manifestou sintomas leves do novo coronavírus em Hong Kong. No dia 26 do mesmo mês, o resultado dos exames comprovou a infecção pelo vírus, levando-o a hospitalização. O paciente obteve alta médica em 14 de abril, depois de dois testes negativos.

Após viagem de negócios à Espanha, no dia 15 de agosto, o homem realizou um teste de rotina no aeroporto de Hong Kong, com resultado positivo. Ainda que assintomático, ele tornou a ser hospitalizado como medida cautelar.

Por meio de estudos genéticos foi possível comprovar que tratava-se de uma condição mutante do vírus e não do primeiro contágio. De acordo o professor clínico associado do Departamento de Microbiologia da Universidade de Hong Kong, Kelvin Kai-Wang To, os estudos demonstraram que os dois genomas virais eram de cepas diversas do coronavírus, ou seja, pertenciam a um grupo de descendentes com um ancestral comum.

Como é natural que os vírus sofram múltimas mutações durante uma pandemia, o Sars-Cov-2 desenvolveu modificações de elementos da própria estrutura proteica. Portanto, o caso refere-se a uma nova infecção, o que comprova a possibilidade de contágio da doença mesmo após sua recuperação.

Na Holanda, a reinfecção ocorreu em um homem idoso, com sistema imunológico debilitado. Segundo a virologista e conselheira do governo holandês Marion Koopmans, outras infecções por vias respiratórias não oferecem proteção imunológica vitalícia, portanto a reinfecção da covid-19 não surpreendeu.

Já no caso belga, a doença tornou a cometer uma mulher três meses após sua recuperação. A análise genética evidenciou 11 mutações do novo coronavírus na segunda infecção, considerada uma má notícia para o virologista Marc Van Ranst.

Os casos de reinfecção apontam a imunidade incerta contra o vírus, que pode ser de curta duração, num cenário onde nem todos desenvolverão os anticorpos necessários para defesa. Caso estudos confirmem os registros, será dificultoso que a covid-19 acabe através da imunidade de rebanho.

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