Estados da Amazônia Legal apresentam baixa quantidade de dados disponíveis sobre testes da covid-19

O monitoramento da OKBR acontece de 15 em 15 dias nos dados da covid-19 disponibilizados pelos municípios 16 de novembro de 2020 Felipe Ribeiro

Nos nove estados da Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, e Maranhão), há uma má divulgação da quantidade de testes disponíveis para detectar a covid-19. A informação é da Open Knowledge Brasil (OKBR), que divulgou  o último boletim no 12 de novembro. 

A OKBR utiliza uma metodologia própria, que foi lançada em abril, e é chamada Índice de Transparência da Covid-19. O monitoramento acontece de 15 em 15 dias nos dados da covid-19 disponibilizados pelos municípios. São avaliados a transparência de dados demográficos sobre os pacientes (sexo, faixa etária, condições prévias de saúde), casos (notificações, etc.) e também a infraestrutura de saúde (testes aplicados, testes disponíveis, capacidade de testagem dos municípios e quantidade de leitos de UTI).

Apesar da transparência das informações em relação aos leitos, conforme mostra o relatório, os estados da Amazônia Legal apresentam 17 pontos percentuais abaixo da média do restante do país em relação aos testes da covid-19. Para a representante da OKBR, Fernanda Campagnucci, a falta de conhecimento sobre a real situação dos testes revela problemas de logística. 

“Isso indica a dificuldade que os entes têm para monitorar estoques. Às vezes o estado não sabe quantos testes os municípios já usaram, às vezes o próprio município não sabe quantos testes as unidades de saúde em seu território ainda têm”.

Uma das coordenadoras do estudo, Danielle Bello, destacou ainda que essas realidades preocupam por dificultar no combate à pandemia. “Localidades com menor capacidade de testagem podem apresentar menor quantidade de casos confirmados, levando à falsa impressão de que o contágio está controlado”, afirmou.  “Já as taxas de ocupação de leitos, inclusive não somente os específicos para Covid-19, são informações decisivas para estabelecer flexibilizações e suspensões de atividades.”

Fonte: Agência Bori

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