Rui Costa e Bruno Reis, prefeito de Salvador, alertam sobre o pré-colapso do sistema de saúde na capital

O sistema de saúde da Bahia está sobrecarregado e pacientes com Covid-19 têm esperado, em média, três dias para encontrar uma vaga nos hospitais. 4 de março de 2021 Renata Batista

Após o aumento dos casos da covid-19 nos últimos dias, o governador da Bahia, Rui Costa, e o prefeito de Salvador, Bruno Reis, voltaram a chamar a atenção sobre a sobrecarga  do sistema de saúde na capital. Em Salvador, dos 1.079 leitos ativos, 908 estão com pacientes internados, a taxa de ocupação geral é de 84%.

Segundo o prefeito, o sistema de saúde está em estado de pré-colapso e os pacientes com  a covid-19 têm esperado, em média, três dias para encontrar uma vaga nos hospitais. “Não é só abrir leito que resolve. O que resolve é o isolamento social, deixar de conviver, só sair de casa quem efetivamente precisa, deixar de conviver com amigo nesse momento, com familiares. É isso que vai resolver”, disse o gestor municipal.

Em entrevista coletiva, o governador alertou para o limite da abertura de novos leitos que a Bahia atingiu depois de reativar o hospital de campanha da Arena Fonte Nova e abrir o Hospital Metropolitano, em Lauro de Freitas. “Acabou. Depois da Fonte Nova e do Metropolitano, não há mais o que abrir no estado da Bahia”, declarou Rui. O governador também voltou a cobrar o cumprimento das medidas de isolamento para baixar a transmissão do vírus. “São 400 mortos em quatro dias. Quando caía um avião, a gente ficava um mês falando disso.”

Ao comentar as manifestações pela reabertura do comércio, Rui disse que parte dos atos é legítima, mas apontou outros manifestantes como pessoas alinhadas ideologicamente com o presidente Jair Bolsonaro. “Eu já passei fome na infância. Sei o que é isso. Mas eu preciso tomar uma decisão: ou eu assisto pessoas morrerem por falta de ar ou tento mediar”, afirmou. O governador também pontuou que não determinou um fechamento mais radical do comércio na tentativa de não prejudicar economicamente todos os setores.

Fonte: Jornal A tarde

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