Sindicato diz que professores da Bahia só voltam às aulas presenciais depois da vacinação de toda a categoria

Em reunião da APLB, 95,6% dos trabalhadores da educação se posicionaram em defesa da vacinação para retorno das atividades presenciais 21 de julho de 2021 Sara Dutra

Nesta terça-feira (20/07), a Secretaria da Educação do Estado (SEC) publicou no Diário Oficial do Estado (DOE), a portaria que estabelece o retorno do ensino híbrido na rede estadual de ensino. No entanto,a APLB (Sindicato dos Trabalhadores em  Educação do Estado da Bahia), em nota publicada na última sexta-feira (16/07), repudiou a decisão do governo, assim como as ameaças de cortes de salários e dos benefícios dos estudantes.

Na portaria, a Secretaria da Educação informa que as aulas em formato de ensino híbrido voltarão na próxima segunda-feira (26/07) de forma escalonada, sendo os primeiros a retornar no semipresencial os estudantes do ensino médio. Para os demais níveis, o início das aulas será a partir do dia 9 de agosto, sendo até lá praticada a modalidade do ensino remoto.

Esse retorno prevê ainda a aplicação de protocolos de biossegurança para a prevenção da covid-19.  Cada sala de aula só poderá ser ocupada em 50% da sua capacidade e as turmas serão divididas em duas. Essa divisão se dará pelos nomes dos alunos, uma turma será das letras de “A” a “I”, outra, de”J” a “Z”. Cada escola poderá fazer o ajuste conforme a sua realidade.

Além disso, a portaria explica que haverá uma divisão das turmas nas modalidades presencial e remota. Metade da quantidade de alunos participará das aulas presenciais, enquanto que a outra metade desenvolverá as atividades, com a mesma carga horária, remotamente. Essa alternância acontecerá entre os dias da semana, deste modo, na semana um, metade da turma irá na segunda, quarta e sexta e a outra metade na terça, quinta e sábado. Já na semana dois, os dias serão invertidos, os alunos que foram na segunda, quarta e sexta irão na terça, quinta e sábado.Cada Núcleo Territorial de Educação (NTE) validará cada escala de retorno híbrido de cada unidade escolar e fará o acompanhamento.

Para ALPB-Sindicato, só é possível voltar às aulas presencialmente depois que todos os professores estiverem vacinados, que são cerca de 17 mil profissionais na rede estadual. Essa foi a decisão da votação realizada na sexta-feira (16/07), quando 95,6% dos trabalhadores da educação tiveram esse posicionamento.

“A APLB precisa ser respeitada. Ninguém foi ouvido. É inadmissível o corte de salários. Absurda a suspensão de benefícios de alunos que estão frequentando as aulas remotas. Uma clara tentativa de desqualificar todo este trabalho remoto que está sendo feito tanto nas redes estadual, como municipais, além das universidades públicas estaduais e federais”, disse o coordenador-geral da APLB, Rui Oliveira.

A doutora em Saúde Pública pela UFBA, Gisélia Souza, que participou da reunião ampliada realizada pela APLB, informou os riscos da flexibilização nesse momento da pandemia. “Como a vacinação está muito lenta, a circulação do vírus pode favorecer uma mutação muito rápida. Já temos no Brasil detectada a variante Delta. A velocidade de transmissibilidade da Delta chega a ser de 60% mais rápida que a Gama ou outras variantes”, destacou. 

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