Inflação aumenta 0,94% para famílias de renda baixa em novembro

Gasolina e alimentos se destacam entre os itens que mais tiveram aumento de preço 4 de dezembro de 2020 Gabriela Oliveira

De acordo com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), o Índice de Preços ao Consumidor – classe 1, que mede a inflação para famílias que ganham até 2,5 salários mínimos mensais, aumentou em novembro 0,95%. O percentual é 0,24 acima do resultado do mês anterior, quando registrou a taxa de 0,75%.

Além disso,  o IPC-C1 acumula uma elevação de 4,85% no ano, o índice aponta a elevação de 5,82% nos últimos 12 meses. Em novembro, o Índice de Preços ao Consumidor Brasil (IPC-BR), que mede inflação das famílias que possuem renda de 1 a 33 salários mensais, variou 0,94%. No último ano, a taxa do indicador ficou em 4,86 %, abaixo do registrado pelo IPC-C1.

De outubro para novembro foram observadas altas nas taxas de variação em seis das oito classes de despesa que compõem o índice. Foram elas: o setor de transportes que passou de 0,29% para 0,90%, educação, leitura e recreação que de 1,33% subiu para 2,56%, saúde e cuidados pessoais de 0,05% passou para 0,23%, habitação que de 0,28% aumentou para 0,39%, alimentação de 2,08% para 2,18% e despesas diversas com queda de 0,01% para alta de 0,11%.

Entres os que se destacaram pela grande diferença nos números, foram a gasolina, que subiu de 0,31% para 2,36%, passagem aérea que de 15,63% subiu para 27,16%), medicamentos com queda de 0,17% passou para alta de 0,34%, tarifa de eletricidade residencial, que tinha recuo de 0,19% e passou para elevação de 0,20%), hortaliças e legumes de 3,91% aumentou para 12,15% e cigarros, em queda menor de 0,59%  subiu para 0,30%.

Apenas dois grupos se mostraram favoráveis às famílias, apresentando recuo nas taxas de variação, que foram vestuário que apresentava taxa de 0,24% e passou para -0,04%, apresentando uma redução de 0,20% para 0,02%, e comunicação que recuou de 0,14% para 0,12%. A tarifa de telefone residencial diminuiu de 1,65% para 0,29%.

 O IPC-C1 é calculado com base em preços coletados em sete capitais brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife e Salvador. A próxima divulgação do indicador tem data prevista para o dia 7 de janeiro de 2021.

Fonte: Agência Brasil

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