Obesidade aumenta em até quatro vezes o risco de morte por covid-19

A condição de obesidade é definida pelo Índice de Massa Corporal (IMC) como igual ou superior a 30, e aqueles com IMC superior a 40 registraram índices superiores de mortalidade 31 de agosto de 2020 Alexya Leite

De acordo pesquisa publicada na revista Annals of Internal Medicine, a obesidade – mesmo entre os jovens – agrava em até quatro vezes o risco de morte por covid-19. O problema aumenta entre pacientes do sexo masculino e com idade inferior a 60 anos.

O estudo “Obesity and Mortality Among Patients Diagnosed With Covid-19”, realizado entre fevereiro e março deste ano por médicos e cientistas da Califórnia, analisou 5.652 pacientes diagnosticados com a covid-19 nos Estados Unidos. Três semanas após o começo da doença dois terços dos pacientes tiveram de ser hospitalizados e 43% deles precisaram ser ventilados.

A condição de obesidade é definida pelo Índice de Massa Corporal (IMC) como igual ou superior a 30, e aqueles com IMC superior a 40 registraram índices superiores de mortalidade.

“Encontramos uma associação impressionante entre o IMC e o risco de morte entre pacientes com diagnóstico da Covid-19 em um sistema integrado de saúde. Essa associação foi independente das comorbidades relacionadas à obesidade e outros fatores potenciais de confusão dos resultados”, descreveram os estudiosos.

Apesar do estudo não ser conclusivo, especialistas pesquisam como a obesidade pode agravar a saúde do paciente infectado com a covid-19. Um dos motivos está atrelado a inflamação crônica, que é causada pela doença.

Um estudo promovido pela Agência de Saúde do Reino Unido já havia comprovado que pessoas apenas acima do peso, possuem 40% de chance de morrer pela doença. Para obesos, o risco é de até 90% de mortalidade.

O G1 apurou que, desde o início da pandemia, mais de 4 mil pessoas obesas morreram após contraírem a covid-19. Os que possuíam menos de 60 anos eram quase metade desse número.

Os autores do estudo fazem uso dos resultados obtidos para alertar os riscos para esse grupo. De acordo os especialistas, é preciso que os cuidados sejam redobrados para a população em questão.

Fonte: Catraca Livre e G1

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