Apoiadores de Bolsonaro provocam a prisão de professor da UFRB

O desentendimento aconteceu com vendedores de camisas do candidato Jair Bolsonaro, em Salvador 6 de outubro de 2018

Na noite da última sexta-feira, 5, um professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) foi levado preso à 12ª Delegacia de Polícia, em Salvador, na Bahia, após desentendimento com camelôs que vendiam camisetas do candidato à presidência Jair Messias Bolsonaro (PSL).

De acordo com o advogado Leandro Vargas, por volta das 17h, o professor Nelson Eugênio Pinheiro passava de carro pelo bairro Stella Maris quando se deparou com os vendedores que entoavam “Bolsonaro 2018”. Em resposta a manifestação dos ambulantes, Nelson retrucou com “Bolsonaro não”, e foi recebido com gestos que imitavam armas acompanhados do grito “vocês vão morrer”.

O professor seguiu seu trajeto e acabou colidindo com um varal de camisetas que ficou preso ao veículo e foi arrastado durante parte do percurso. Um dos vendedores o abordou e logo em seguida, um homem se aproximou apontando uma arma para Pinheiro. O advogado afirmou que, apesar de se apresentar como policial, não houve nenhum tipo de identificação oficial, mesmo após o pedido de Nelson.

O suposto policial exigiu que o professor deitasse no chão enquanto o mesmo tentava argumentar dizendo que pagaria pelo prejuízo do ambulante. Segundo o advogado, a Polícia Militar chegou ao local já com intenção de prender o professor, que foi encaminhado para a 12ª Delegacia de Polícia e, logo depois, encaminhado para a Central de Flagrantes. Na DP, a delegada plantonista concluiu que não houve tentativa de homicídio já que as camisetas foram atingidas pelo carro e não as pessoas, e Nelson foi liberado.

“A UFRB reitera sua crença na democracia e na valorização de princípios humanísticos, reafirmando o compromisso com a paz e com a defesa intransigente dos direitos humanos”, diz a nota em solidariedade ao professor publicada no site da instituição.

O Avoador tentou entrar em contato com a 12ª Delegacia de Polícia, mas até o momento da publicação desta matéria não foi possível conversar com o setor.

Foto de capa: Diário da Notícia.

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