Ato #EleNão chega à cidade de Poções

Manifestação acontece no município um dia antes do primeiro turno das eleições 2018 6 de outubro de 2018

Na véspera do primeiro turno das eleições 2018, o ato #EleNão, manifestação contra o presidenciável Jair Bolsonaro, chegou às ruas de Poções, cidade a 100 quilômetros de Vitória da Conquista. Às 9h da manhã deste sábado, 6, os gritos de “Ele não! Ele não!” já ecoavam na Praça Jardim dos Pássaros, em Poções, na Bahia. O movimento Mulheres contra Bolsonaro reuniu mulheres, homens e crianças de várias idades para lutar contra o machismo, o racismo e a homofobia.

Manifestantes deram início ao ato em Poções às 9 horas da manhã, no centro da cidade. Foto: Avoador.

Nas ruas do centro da cidade, a expressão “Fascistas, machistas, não passarão!” estava presente na maioria das bandeiras mais levantadas pelos manifestantes. Vanda Silva, mulher, negra, professora de História, saiu à rua em defesa da liberdade das religiões de matriz africana e do estado democrático de direito. “Ele não, porque ele é machista! Ele não, porque ele é racista! Ele não, porque ele é homofóbico! Ele não!”, exclamou.

A assistente social e uma das organizadoras do ato na cidade, Ana Paula Moraes, conta que o movimento começou um pouco tardio. “Fizemos uma reunião com algumas mulheres e, a princípio, fomos três: eu, a psicóloga Daniane e a arquiteta Larissa. Pensamos e decidimos, pois aqui ainda não havia acontecido o movimento do #EleNão como aconteceu em outros municípios, então, decidimos mostrar nossa cara e dizer de fato o porquê #EleNão”. A mobilização começou em um grupo de Whatsapp com 246 membros que logo em seguida foram divididos para convidar outras pessoas em colégios e associações de bairros.

Para Ana Paula, o movimento foi pequeno, porém necessário. “A gente precisava mostrar para a população da cidade que as mulheres não nasceram de uma fraquejada, temos nossos direitos conquistados com muito suor e luta”.

O movimento contou com a presença de estudantes, professores e alguns artistas da terra que gritavam #EleNão pelas ruas da cidade.

Os organizadores já cogitam um segundo movimento, caso haja segundo turno. “Faremos novos movimentos no segundo turno, muito mais organizado e fortalecido, visto que esse foi bem aceito pela população”, afirmou Ana Paula.