1ª edição da Lovelace Week celebra mulheres na computação de 13 a 16 de outubro

Realizado por coletivo feminino do curso de Ciências da Computação da Uesb, o evento oferece palestras e oficinas gratuitas 30 de setembro de 2025 Sofia Rezende e Estela de Assis

De 13 a 16 de outubro, acontece a primeira edição da “Lovelace Week: Celebrando o Passado, Presente e Futuro das Mulheres na Computação”, realizada pelo Lovelace, coletivo feminino do curso de Ciências da Computação da Universidade Estadual da Bahia (Uesb), em Vitória da Conquista. Para participar, é necessário se inscrever no site do SigEventos.

O coletivo realizador e o evento levam o nome da mulher considerada a primeira programadora da história, Ada Lovelace. Nascida em 1815, na Inglaterra, ela foi uma matemática e escritora, responsável por criar o primeiro algoritmo usado por uma calculadora. Com palestras e oficinas, a atividade busca incentivar a presença de meninas e mulheres na área da computação e tecnologia. 

A programação começa no dia 14, às 8h30, no Teatro Glauber Rocha, na Uesb, com a palestra “Mulheres na Computação: ontem, hoje e sempre”, comandada pela professora da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e doutora em Informática, Sílvia Amélia. Às 10h, acontece a palestra “Mais autonomia e empreendedorismo para mulheres”, realizada pela especialista em Gestão Pública e Mobilidade Urbana, Tatiane Lima. 

No dia 15, o debate será sobre saúde da mulher com a especialista em Ginecologia e Obstetrícia, Renata Sobreira, às 9h15. Na sequência, é a vez da palestra “EMBRAER e Mulheres em STEM: prontas para voar?”, concedida pela cientista da computação e especialista em Software Embarcado de Segurança Crítica, Marinalva Soares. 

No terceiro dia, às 9h30, a psicóloga educacional e especialista em Neuropsicologia da Educação, Marcela Vieira, vai falar sobre a síndrome do impostor. Para encerrar a programação, acontece a palestra “De Ada Lovelace à Alexa: A História Não Contada da Tecnologia”, mediada pela cientista da computação Jenifer Jang.

Além das palestras, o evento oferece ao público oficinas sobre pensamento computacional, uso da ferramenta Aprendizagem de Máquina com BBC Micro Bit e outros assuntos da área da computação. Confira aqui a programação completa.

Mulheres no ramo tecnológico

Segundo dados coletados pelo Coletivo Lovelace na plataforma TecnoTrends, de 1999 a 2024, apenas 15% dos estudantes de Ciências da Computação da Uesb eram do gênero feminino. No total, 1170 pessoas ingressaram no curso nesse período. Desses alunos, apenas 172 eram mulheres e 61 delas conseguiram se formar. 

No Brasil, na década de 1970, a primeira turma de Ciência da Computação da Universidade de São Paulo (USP), segundo o Jornal da USP,  era composta por 14 mulheres e 6 homens, ou seja, elas compunham 70% do grupo. Entre 1970 e 1980, houve uma inversão desse quadro devido ao surgimento do computador pessoal e a popularização dos jogos, o que aproximou mais os homens da tecnologia.

Um estudo feito pela Southeastern Louisiana University, em 2011, nos Estados Unidos, revelou que meninas não são incentivadas a seguir carreira na tecnologia, sendo um dos principais motivos o pensamento misógino de que homens são melhores em na área de exatas e as mulheres em humanas.

*Sofia Rezende e Estela de Assis são bolsistas do Programa de Extensão Jornalismo como forma de Transformação Social no Combate à Desinformação.

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