5ª Marcha do Orgulho LGBTQIA+ de Conquista terá trio elétrico, shows e poesia
A celebração será realizada no dia 8 de agosto, às 15h, na Praça Guadalajara, com percurso até o Bosque da Paquera 29 de julho de 2026 < Rebecca Di Pardi*A 5ª Marcha do Orgulho LGBTQIA+ de Vitória da Conquista anunciou na última terça-feira, 28, a programação cultural do evento. A celebração será realizada no dia 8 de agosto, às 15h, na Praça Guadalajara.
Criada em 2022, a marcha tem como objetivo celebrar a diversidade, defender direitos e promover a visibilidade da população LGBTQIA+. Na quinta edição, a festa contará com trio elétrico, apresentações musicais, performances artísticas e manifestações em defesa dos direitos da comunidade.
“Estamos preparando uma marcha para celebrar tudo que construímos ao longo desses cinco anos, mas também para reafirmar que nossos direitos precisam ser respeitados”, destaca o organizador Anderson Rocha.
O percurso sairá da Praça Guadalajara, conhecida como Praça da Normal, em direção ao Bosque da Paquera. Entre as atrações confirmadas estão o DJ Arq-X e a Banda Axé 4, responsável por conduzir o trio elétrico. A programação também contará com apresentações da dançarina Roberta Calypso e da artista Dryda Queen, que será a mestre de cerimônias do evento.
O encerramento, realizado no Bosque da Paquera, será realizado pelas cantoras Ana Cabral e Mina. Além dos shows, o evento terá intervenções culturais e momentos de poesia. A entrada é gratuita.
Para celebrar os cinco anos da marcha, no dia 6 de agosto, o movimento promoverá uma sessão especial no Centro Integrado de Direitos Humanos, no bairro Recreio, às 18h30. O encontro terá a exibição do documentário ‘Conexão Parada LGBTQIAPN+, dirigido por Erick Monstavicius e Paulo Henrique David.
Ameaças LGBTfóbicas
Em junho, a Marcha do Orgulho foi alvo de ataques de ódio e ameaças nas redes sociais. Os comentários foram feitos em uma publicação no perfil oficial do movimento no Instagram. “Já sei o dia que vou para a cadeia por passar por cima de pessoas que são a falha da comunidade [e-sic]”, escreveu um usuário.
Em resposta, a organização protocolou, no dia 15 de julho, uma notícia-crime junto à Polícia Civil da Bahia. Para o coletivo, os comentários ultrapassaram os limites de manifestações de opinião. Até o momento, a corporação não divulgou sobre a abertura de uma investigação.
“Responderemos a esse ódio com a lei, com as instituições democráticas e com a defesa da vida, da dignidade e dos direitos humanos. Nossa prioridade é que todas as pessoas possam participar do evento em segurança”, enfatiza Anderson Rocha.
Desde 2019, a LGBTfobia é crime no Brasil. No julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) 26, o Supremo Tribunal Federal (STF) equiparou a homofobia e a transfobia aos crimes de racismo, determinando a aplicação da Lei nº 7.716/1989.
Foto: Marcha do Orgulho LGBTQIA+ de Vitória da Conquista
*Rebecca Di Pardi é bolsista do Programa de Extensão Jornalismo como Forma de Transformação Social no Combate à Desinformação.