7 de setembro é marcado por agressões de manifestantes a jornalistas

Data foi tensa para a cobertura dos profissionais na imprensa que sofreram nas  manifestações em prol do atual presidente Jair Messias Bolsonaro 9 de setembro de 2021 Edilaine Rocha

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraj) divulgou que, durante a cobertura do Dia da Independência, na última terça-feira (07/09),  em Brasília e São Paulo, foram registrados  ao menos quatro ataques de manifestantes à equipe de jornalistas. Os profissionais  chegaram a ser agredidos  por pedaços de madeira e  garrafas  arremessadas de encontro a eles, além das agressões verbais com cartazes de repúdio à imprensa.

Entre os jornalistas atacados está Maicon Mendes da Jovem Pan. Ele foi impedido de registrar  imagens por manifestantes na grande São Paulo e foi insultado por causa de postagens relacionadas ao evento por discordarem da quantidade de pessoas presentes que divulgou. “As pessoas de um bar ao lado começaram a arremessar objetos contra mim e o cinegrafista João Cagnin. Conseguimos nos desviar, mas algumas garrafas atingiram veículos da Jovem Pan”, relembrou.

Segundo Mendes, os ataques só foram amenizados com a chegada da Polícia Militar do estado,com a formação de um cerco de proteção. O jornalista disse também que registrou um boletim de ocorrência sobre as agressões.

No mesmo dia, o jornalista já tinha sido impedido de exercer seu direito como profissional, próximo ao batalhão da Polícia Militar na Avenida Angélica, por ter sido confundido com uma equipe da TV Globo.

Também, em São Paulo, jornalistas da TV Bandeirantes foram atacados, e  em suas redes sociais: “Aproveitamos o clima que parecia mais tranquilo para gravar uma passagem a 10 metros de distância de um grupo de PMs. Quando avisei que o Toninho Barbosa e o Paulo César estavam sendo cercados, os agentes se limitaram a dizer que ‘não poderiam sair do lugar’”, relatou em seu perfil de rede social Pedro Pannunzio. Fomos confundidos com repórteres da Globo e recebemos xingamentos,  como “Globo Lixo” e  “Fora Jornalistas”.

Outro caso ainda em São Paulo foi com os jornalistas Amanda Rossi, Ana Paula Bimbati e Leonardo Martins, todos do site UOL, que  foram xingados por um manifestante. “Você é jornalista? UOL é da Folha de São Paulo. Todo esquerdista tem que morrer”, disseram.

Já em Brasília (DF), o fotojornalista Hugo Barreto e o repórter Raphael Veleda, que trabalham no site Metrópole, foram agredidos verbalmente e ameaçados por extremistas de direita. Na mesma cidade, a profissional da CNN Natália André e um colega SBT precisaram de escolta militar, Ambos tiveram que ficar  entrar Ministério da Saúde, onde  ficaram por mais de 4 horas na tentativa de refúgio, pois estavam sendo ameaçados por manifestantes .

Além disso, o controlador geral da união, Anamim Lopes, foi confundido com um jornalista da Globo e foi agredido fortemente por manifestantes levando chutes e socos na capital do país.

Foto destacada: Metrópole

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