Nova taxa de iluminação pública passa a valer em janeiro de 2026
A proposta foi aprovada pelos vereadores no dia 10 de outubro e segue para tramitação da prefeita Sheila Lemos 15 de outubro de 2025 Pedro Meireles e Rebecca di Pardi*A Câmara Municipal de Vitória da Conquista aprovou, no dia 10 de outubro, o Projeto de Lei nº 26/2025 do Executivo, que altera a atual taxa de iluminação pública e cria a Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública e Modernização Urbana (COSIP-MU). O PL recebeu votos favoráveis de 14 dos 19 vereadores presentes na sessão.
Votaram a favor da proposta Adinilson Pereira (UB), Bibia (UB), Cris Rocha (MDB), Nelson de Vivi (PSDB), Luís Carlos Dudé (UB), Edivaldo Ferreira Júnior (PSDB), Gabriela Garrido (PV), Ricardo Babão (PCdoB), Dinho dos Campinhos (Republicanos), Doutora Lara (Republicanos), Hermínio Oliveira (PP), Márcio de Vivi (PSD), Paulinho Oliveira (PSDB) e Subtenente Muniz (PDT).
Somente quatro parlamentares se posicionaram contra a medida: Alexandre Xandó (PT), Andreson Ribeiro (PCdoB), Ricardo Gordo (PSB) e Viviane Sampaio (PT). Fernando Jacaré (PT) e Leia de Quinho (PSD) estiveram ausentes na sessão, mas já haviam dito não ao projeto na votação do parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Redação Final (CCJ), ocorrida no dia 3 de outubro. Ivan Cordeiro (PL) não votou por ocupar o cargo de presidente da Câmara.
A COSIP é uma contribuição já incluída na conta de energia elétrica, voltada para a manutenção da iluminação pública. Com a mudança aprovada, além desse propósito, os recursos serão destinados também a projetos de modernização urbana, como melhoria de infraestrutura, pontos de ônibus e ações relacionadas à segurança em espaços públicos.
A legislação seguirá para sanção da prefeita Sheila Lemos (União Brasil) e estará em vigor a partir de janeiro de 2026.
O que muda com a aprovação do PL
O projeto prevê a cobrança escalonada de acordo com o consumo de energia elétrica, com alíquotas que variam entre 5% e 18% para as classes residencial, rural, comercial e industrial. O valor será incluído na fatura mensal da Neoenergia Coelba.
A COSIP-MU será cobrada ainda de imóveis que antes não eram taxados, como terrenos sem construções ou edificações sem ligação elétrica. Nesses casos, a taxa será calculada com base na área do terreno ou no valor venal do imóvel. Os proprietários devem pagar o tributo por meio do boleto do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
Para quem possui energia solar, haverá um valor mínimo, que varia de R$30 a R$100, conforme a categoria da unidade (residencial, rural, comercial ou industrial), com possibilidade de isenção ou desconto de 5% na cobrança.
Repercussão
Em tramitação na Câmara desde o dia 5 de agosto, a proposta foi alvo de críticas da população e de vereadores da oposição. Uma das principais queixas de moradores é de que o investimento público costuma ser direcionado às áreas mais centrais da cidade, enquanto os bairros periféricos são negligenciados.
“A periferia vai ficar pagando pra deixar os bairros nobres bonitos e iluminados?”, comentou um internauta em uma publicação do Site Avoador no Instagram. “Infelizmente a cidade elegeu uma elite. Governo de rico significa periferia abandonada. Cadê as máquinas? Obra eleitoral. O povo se deixa enganar”, disse outra pessoa.

Moradores reclamam do Projeto de Lei em publicação no instagram do Site Avoador
Em entrevista ao Avoador, o economista e professor da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Marcos Tavares, destacou que a mudança poderá pesar ainda mais no bolso da população. “Não há mágica na economia e ‘alguém’ tem que pagar pelo aumento da arrecadação”, afirmou o especialista.
Para a advogada tributária, Raquel Azevedo, a mudança torna fundamental a fiscalização dos investimentos na cidade. “É necessária uma fiscalização acirrada por parte da sociedade, uma vez que, instituída a taxa, os sinais de melhorias precisam começar a acontecer, afinal há uma receita só para isso, para além de tantas outras já existentes em nosso sistema tributário”, ressaltou.
*Rebecca di Pardi e Pedro Meireles são bolsistas do Programa de Extensão Jornalismo como Forma de Transformação Social no Combate à Desinformação.
Foto de capa: Agência Sertão
Prezados vereadores e responsáveis pelo poder público de Conquista,
Acabo de tomar conhecimento da aprovação da nova taxa de iluminação pública que entrará em vigor em janeiro de 2026. Entendo a necessidade de manutenção do serviço de iluminação nas vias, mas proponho uma alternativa sustentável que pode reduzir custos a médio e longo prazo: a instalação de energia solar.
Por que energia solar para a iluminação pública?
Redução de custos operacionais
Após o investimento inicial, energia solar requer pouca manutenção e tem custo quase nulo de “combustível”. Isso diminui a dependência de energia da rede elétrica tradicional e reduz despesas com consumo de energia.
Sustentabilidade ambiental
Usar fontes renováveis contribui para a redução de emissões de carbono e poluição, além de demonstrar compromisso com o meio ambiente.
Autonomia energética
Em eventos de falhas na rede elétrica, a iluminação solar com armazenamento (baterias) pode manter as ruas iluminadas, aumentando a segurança urbana.
Valorização da cidade
Cidades que adotam tecnologias verdes ganham destaque e podem atrair investimentos e turismo. É um diferencial moderno e atrativo.
Possibilidade de subsídios ou parcerias
O governo federal, estados ou programas de incentivo à energia renovável podem oferecer apoio financeiro ou linhas de crédito favoráveis para projetos solares. Ou até parcerias público-privadas para implantação.
Como poderia ser feito
Mapear ruas e bairros prioritários para iluminação com painéis solares.
Fazer estudos de viabilidade técnica (ensolaramento, estrutura de postes, baterias, custo).
Implantar projeto piloto em algumas áreas para demonstrar o resultado.
Expandir gradualmente para toda a cidade, substituindo postes tradicionais por postes solares.
Buscar apoio de agências de fomento, convênios ou recursos de sustentabilidade.
Conclusão
Em vez de repassar integralmente o custo da iluminação pública aos cidadãos por meio de uma nova taxa alta, investir em energia solar seria uma forma inteligente, moderna e eficaz de resolver o problema de iluminação de forma sustentável e econômica para todos. Peço que os vereadores e o executivo considerem seriamente essa alternativa ao formularem as políticas públicas para 2026.
[…] a Contribuição para Custeio dos Serviços de Iluminação Pública e Modernização Urbana (Cosip-MU), anteriormente conhecida apenas como Cosip. A partir dessa atualização, a taxa passa a ser […]