Chapas concorrentes ao Centro Acadêmico de Jornalismo e à Revista Ruptura debatem na próxima segunda (17)
O debate ocorrerá no auditório II do módulo Luizão, das 8h às 11h, no campus da Uesb, em Vitória da Conquista 14 de novembro de 2025 Pedro Meireles e Luan Pereira*Na próxima segunda-feira (17/11), será realizado o debate entre as quatro chapas que concorrem às eleições do Centro Acadêmico de Jornalismo Gregório de Matos (Cajor) e da equipe editorial da Revista Ruptura. A atividade ocorrerá no auditório II do módulo Luizão, das 8h às 11h, no campus da Uesb, em Vitória da Conquista.
O debate antecede as eleições, agendadas para o dia 25 de novembro, a partir das 8h. Participam do pleito para o Centro Acadêmico as chapas Amélia Teles (1) e Edna Nolasco (2). Na disputa da Revista Ruptura, concorrem as chapas Audálio Dantas (1) e Clarice Lispector (2). Podem fazer parte do processo estudantes com matrículas regulares no curso de Jornalismo da Uesb. No momento da votação, é necessário apresentar o RG.
Os dez representantes do C.A preencherão os seguintes cargos: Coordenação-Geral; Vice-Coordenação; Secretaria-Geral; Tesouraria; Coordenação de Comunicação; Coordenação de Ensino, Pesquisa e Extensão; Coordenação de Cultura; Esportes e Eventos; Coordenação de Assistência e Permanência Estudantil; 1ª suplência e 2ª suplência. A chapa vencedora irá suceder a gestão Antonieta de Barros, eleita em setembro de 2024.
Já a Revista Ruptura deve ser composta por cinco membros, sendo eles: editor-chefe, editor de conteúdo científico, editor de conteúdo editorial, editor de projeto gráfico, secretário editorial e revisor. O cargo de editor-chefe é reservado para o Coordenador de Comunicação do Centro Acadêmico.
Propostas para o Cajor
Durante o debate eleitoral, cada grupo irá apresentar seus projetos para os estudantes. Entre as propostas da chapa Amélia Teles estão uma semana de integração com oficinas certificadas, auxílio para viagens acadêmicas, divulgação de estágios, oficinas de projeto de pesquisa e de oratória, criação da liga acadêmica e evento de carreiras jornalísticas, conforme divulgado pela equipe no Instagram.
A estudante do 4º semestre e candidata à coordenação geral pela chapa 1 Amélia Teles, Clara Kosilek, destacou que um dos objetivos da sua chapa é construir um Centro Acadêmico que dialogue mais com os estudantes. “Também planejamos fortalecer a recepção aos calouros com uma Semana de Integração que inclua tour pela Uesb, apresentação dos editais, programas e projetos de extensão, além de uma celebração acessível e acolhedora.”
Já a chapa 2, Edna Nolasco, apresenta como propostas a luta pela reorganização do fluxograma do curso de Jornalismo, a realização de reformas nas salas de aula, a atualização do acervo da biblioteca e a reestruturação do laboratório de Fotojornalismo. Segundo a carta-programa, outras proposições são a organização da viagem acadêmica para o Congresso da Abraji, diálogo com a coordenação do curso para a realização da VI Semana de Jornalismo Importa e a criação do prêmio de Centro Acadêmico.
Discente do 4º semestre e candidato à coordenação geral pela chapa 2, Rian Borges revelou que a chapa tem o propósito de aproximar o corpo discente e reavivar a luta estudantil. “Escolhemos homenagear a fotojornalista Edna Nolasco para reafirmar o compromisso com o jornalismo local, que, por meio das suas lentes, deu voz a histórias dos interioranos.”
Revista Ruptura
Na próxima segunda-feira (17/11), também ocorre o debate entre as chapas que disputam a equipe editorial da Revista Ruptura. Com o intuito de promover e divulgar as produções científicas, culturais e políticas de estudantes, professores e egressos do curso de Jornalismo da Uesb, a publicação contribui para a reflexão crítica em temas de interesse da comunidade acadêmica, do movimento estudantil e da comunidade externa.
O integrante da comissão eleitoral, Pedro Novais, revelou detalhes do processo eleitoral. “Os votantes são todos os alunos matriculados regularmente no curso de Jornalismo. No total, são 181 aptos a votar. No mesmo dia, após cerca de trinta minutos da votação encerrada, a gente já consegue divulgar o resultado”, disse.
Pedro também falou sobre a importância da revista. “Às vezes a gente produz tanto material legal e não tem nenhum veículo para divulgar essa produção. Isso acaba sendo frustrante, então a revista ruptura funciona também como essa medida de motivação, dos estudantes para a produção, tanto acadêmica quanto jornalística.”
A Chapa 1, Audálio Dantas, tem como propostas o levantamento de pautas que envolvam diversidade, maior integração com os outros campi, a denúncia de problemas que assolam a população de Vitória da Conquista, Itapetinga e Jequié, a promoção de debates críticos, a busca por financiamento para impressão da revista e a submissão dela a congressos e exposições.
A estudante do 2º semestre de Jornalismo e representante da Chapa 1, Beta Lima, acredita ser importante que os estudantes saibam que existe um local para a publicação e reconhecimento de seus trabalhos científicos e acadêmicos. “Acho que muitos não sabem que a Revista Ruptura é científica. Nossa principal proposta é que a revista seja construída a partir da pluralidade de vozes. A Audálio Dantas deseja que a Ruptura seja um espaço de diversidade de vozes acadêmicas e científicas”, disse.
Também participa da disputa a Chapa 2, Clarice Lispector. Entre as propostas estão o compromisso com a acessibilidade de pessoas com deficiência visual nas publicações, uma edição anual que trará na capa um discente premiado, seções de interação com o público voltadas a debates sobre moda, comunidade LGBTQIAPN+ e ações solidárias com instituições e ONGs de animais em vulnerabilidade, além de um espaço dedicado a divulgar conquistas, prêmios e menções honrosas da comunidade acadêmica e regional.
Para a discente do 2º semestre de Jornalismo e representante da Chapa 2, Letícia Vilasboas, se preocupar com a inclusão é o diferencial da Chapa Clarice Lispector. “Proporcionar a acessibilidade através da Revista Ruptura mostra que a informação deve alcançar a todos. Além disso, queremos fazer com que o estudante da Uesb seja valorizado não só academicamente, mas também com destaque em cultura e arte, e popularizar a revista com interatividade e engajamento”, afirmou.
Gestão Antonieta de Barros
A gestão Antonieta de Barros foi a última chapa a assumir o Centro Acadêmico do curso de Jornalismo. A eleição aconteceu no dia 26 de setembro de 2024, com apenas um grupo concorrendo ao pleito e vencendo com 94 votos a favor, de 96 contabilizados (97,91%).
O grupo eleito era composto por 10 estudantes de diferentes semestres, distribuídos entre diferentes cargos e funções. São eles: Luiza Boa Sorte (coordenação geral), Nayure Soares (vice-coordenação), Joanderson Santos (secretaria), Ane Xavier (tesouraria), Joana Miranda (cultura, esportes e eventos), Francisco Schettini (relações acadêmicas e assistência estudantil), Vitor Barboza (comunicação), Luísa Batista (ensino, pesquisa e extensão), Helinho Sitos e Anna Nazco (suplência).
A vice-coordenadora da gestão, Nayure Soares, falou sobre a importância da votação do centro acadêmico e da representatividade que os cargos impõem. “Você pode representar um grupo de estudantes que vai estar ali fazendo as cobranças, estando a parte de todas as questões do curso, problemáticas, tentar ajudar e auxiliar para que o curso avance, para que os alunos estejam mais presentes e mais à vontade durante a graduação. Então é uma importância enorme eleger um centro acadêmico.”
*Pedro Meireles e Luan Pereira são bolsistas do Programa de Extensão Jornalismo como Forma de Transformação Social no Combate à Desinformação.
Foto de capa: Instagram