Diversidade de ritmos e valorização da música independente marcam o Festival Suíça Bahiana 2025
Nos dias 18 e 19 de outubro, o evento reuniu 20 artistas de diferentes estados brasileiros, além de uma atração internacional em edição de 15 anos 21 de outubro de 2025 Estela de Assis e Rebecca Di Pardi*Entre os dias 18 e 19 de outubro, aconteceu a edição de 15 anos do Festival Suíça Bahiana (FSB), no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, em Vitória da Conquista. Com uma programação diversificada e gratuita, o evento reuniu artistas da cena musical autoral independente de diferentes estados brasileiros e também uma atração internacional.
Neste ano, o festival trouxe para a cidade 20 artistas, com destaque para 10 nomes regionais selecionados por meio de edital. Além de representantes da cena local, o evento deu espaço para bandas, cantoras e cantores de Ilhéus (BA), Salvador (BA), Recife (PE), Manaus (AM), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Brasília (DF) e Rio de Janeiro (RJ).
No sábado (18/10), a banda gaúcha de rock “Nenhum de Nós” foi a mais esperada pelo público, assim como o encontro entre a Orquestra Conquista Sinfônica e Elomar Figueira Mello. O estudante de psicologia Tarcísio Pena estava empolgado para ver o cantor e compositor conquistense. “A arte preenche, por isso vim até aqui. Queria muito assistir a um dos meus artistas favoritos, Elomar”, contou.
No primeiro dia, a programação começou às 14h com a apresentação da conquistense Cayarí, que misturou canto indígena, rap, reggae e rock. Também subiram ao palco Laiô (BA), J. Velloso & Recôncavo Experimental (BA), Osala (MG), ChingyKlean (Nigéria), Oderiê Y As Flechas (BA), Cabokaji (BA) e Bione (PE).

De Vitória da Conquista, Cayarí foi a primeira a se apresentar no sábado (18/10). Foto: PH.
O cantor nigeriano Chingyklean, conhecido pela mistura de reggae, pop, R&B e afrobeat, esteve pela primeira vez em Vitória da Conquista. Durante coletiva de imprensa, ele destacou a importância do festival. “O Suíça Bahiana representa muito, é algo memorável, porque a cada palco que subo, tento deixar minha marca no movimento, no chão”, afirmou.
Com mais de 30 anos de história, a banda “Nenhum de Nós”, de Porto Alegre, foi a última a se apresentar no sábado (18/10) e levou ao público clássicos dos anos 1980, como “Camila Camila” e “Astronauta de Mármore”. O grupo lotou a concha acústica do espaço.
No domingo (19/10), o festival continuou com shows de Pipa (BA), Tiquequê (SP), Kidsgrace (DF), Drenna (RJ), Canto Cego (RJ), Dona Iracema (BA), Jambu (AM), Black Pantera (MG), Flor ET (RS) e Vivendo do Ócio (BA).

O cantor Nigeriano ChingyKlean se apresentou pela primeira vez em Vitória da Conquista. Foto: PH.
Às 14h30, o último dia do festival iniciou com show da conquistense Pipa, que cantou músicas do seu EP “Ela, o Mar e Eu”, lançado em julho deste ano e gravado em Vitória da Conquista. A dupla Diana Tatit e Wem, que formam a banda infantil Tiquequê, divertiu crianças e suas famílias com percussão corporal e coreografias.
A banda Black Pantera foi a penúltima a se apresentar no domingo, representando o rock mineiro. Debaixo de chuva, Charles Gama, Chaene da Gama e Rodrigo “Pancho” Augusto fizeram o fãs das rodas de punk gritar e pular ao som de canções como “Fogo nos Racistas” e “Padrão é o Car&***”. Após uma pausa na programação devido ao temporal, o grupo de Salvador, Vivendo do Ócio, encerrou a 11ª edição do Festival Suíça Bahiana.
Empreendedorismo e acessibilidade
Além da programação musical, o festival ofereceu um espaço que valorizou o comércio local com a “Feira do Empreendedor”. Foram montados estandes para gastronomia, além da venda de peças de vestuário, acessórios, artesanato, discos de vinil e livros.
Para a artesã Sirlene Ferraz, o evento é importante para movimentar a economia da cidade e dar visibilidade para trabalhadores da região. “É muito bom porque a gente divulga nosso produto em um lugar que muita gente frequenta e vai divulgando cada vez mais o nosso trabalho. Assim, nós vendemos mais e ainda conhecemos gente bonita e interessante.”
A edição de 15 anos do FSB ofereceu ainda, pela primeira vez, uma sala de acomodação sensorial voltada para o público neurodivergente, adaptado às necessidades desse grupo de pessoas com controle dos estímulos táteis, auditivos e visuais. O evento também contou com intérpretes de libras em todos os shows.
A sala de acomodação sensorial foi realizada em parceria com a empresa Entrelaços e o Shopping Conquista Sul. A terapeuta ocupacional Bianca Karine explicou a importância da ação. “É um espaço para trazer conforto e calma para pessoas neurodivergentes, que vão ter uma sobrecarga sensorial dos estímulos do festival. Pensamos nesse ambiente mais controlado para eles se autorregularem e curtir mais a festa”, finalizou.
- Osala. Foto: PH.
- Nenhum de Nós. Foto: PH.
- J Velloso & Recôncavo Experimental. Foto: PH.
- Laiô. Foto: PH.
- Orquestra Conquista Sinfônica Convida Elomar. Foto: PH.
*Rebecca Di Pardi e Estela de Assis são bolsistas do Programa de Extensão Jornalismo como Forma de Transformação Social no Combate à Desinformação.
Fotos: PH.





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