Eleições DCE-Uesb: chapas realizam debate em Conquista nesta sexta (10)
O debate eleitoral entre os grupos “Edson Luís” e “Raízes Populares” acontece às 17h, no auditório do módulo IV, no campus da universidade 9 de outubro de 2025 Rebecca di PardiNesta sexta (10/10), às 17h, acontece o debate entre as chapas que disputam as eleições do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Uesb de Vitória da Conquista, no auditório do módulo IV, no campus da instituição. As chapas “Edson Luís – Os estudantes não se rendem” e “Raízes Populares”, homologadas no dia 29 de setembro, participam do pleito.
Segundo o calendário eleitoral, a votação para eleger os novos representantes do DCE ocorrerá no dia 15 de outubro, das 7h às 21h. O processo irá decidir qual grupo vai suceder a gestão Maria Felipa, que assumiu o diretório em novembro de 2023.
De acordo com o estatuto e o regimento eleitoral do DCE, cada chapa pode ter até 18 integrantes, sendo que pelo menos 50% devem mulheres e 50% autodeclarados negros. Todos os membros precisam estar regularmente matriculados em cursos de graduação ou pós-graduação da Uesb, desde que não estejam nos dois últimos semestres. Além disso, não é permitido que candidatos ocupem cargos de confiança na instituição.
No dia 15, a votação será realizada presencialmente por meio de cédulas eleitorais. Serão disponibilizadas urnas por todo o campus. Na hora de votar, o estudante deve apresentar o documento com foto. Os locais de votação serão informados pela comissão eleitoral.
Propostas das chapas
Durante o debate eleitoral, as duas chapas irão apresentar para a comunidade acadêmica suas propostas para a categoria estudantil. Em entrevista ao Avoador, o grupo “Edson Luís – Os estudantes não se rendem (chapa 1)” destacou o fortalecimento da mobilização política, além de melhorias nas políticas de permanência. Já a chapa “Raízes Populares (chapa 2)” ressaltou a necessidade de reconstruir o engajamento estudantil e ampliar a representatividade.
Entre as propostas da chapa 1 estão a luta por condições dignas de permanência na universidade, a criação de um Restaurante Universitário com refeições a R$2,00, o reajuste anual das bolsas e a instalação de fraldários em todos os módulos.
“Com a direita se organizando para avançar com políticas anti-povo, somos nós, filhos e filhas da classe trabalhadora, que temos o dever de responder com mobilização. Uma entidade forte, organizada e comprometida é essencial para combater retrocessos e garantir a permanência do nosso povo na universidade”, disse a estudante do curso de História e representante da chapa 1, Micaelly Texeira.
A chapa “Raízes Populares” propõe a retomada da mobilização estudantil, o diálogo entre os Centros Acadêmicos, a luta por uma residência universitária digna e o enfrentamento da opressão contra estudantes negros, LGBTQIAPN+, PCDs, indígenas e quilombolas.
“Nós entendemos que a representatividade das pautas e reivindicações da categoria estudantil da Uesb se encontra em crise e nos propomos a enfrentá-la de forma coletiva, dialogando com todos os Centro Acadêmicos e mobilizando estudantes que ainda não identificam a potencialidade que possui um movimento estudantil forte, inclusivo e representativo”, afirmou o representante da chapa 2 e estudante de História, Igor Ventura.
Confira aqui e aqui as propostas completas de cada chapa.
Gestão Maria Felipa
O último grupo que assumiu o DCE foi a gestão Maria Felipa. Em 2023, disputaram a eleição contra a chapa “Um Passo à Frente”. Com 1.470 votos contabilizados, 848 foram para a chapa vencedora (57,68%).
A gestão esteve envolvida em manifestações por melhorias no R.U, além de ter participado de uma paralisação unificada em prol de mais orçamento para a educação pública superior estadual. Também atuaram para cobrar o reajuste dos valores do Programa Mais Futuro, uma reivindicação antiga do movimento estudantil, que só foi atendida em 2024.
Segundo a ex-secretária geral do DCE – Maria Felipa, Lívia Arcanjo, no total a gestão realizou oito assembleias gerais, 15 Conselhos de Entidades de Base (CEB), além de eventos como a semana Ayoluwa, Copa Uesb de 2024, calouradas unificadas e a participação dos estudantes na 14ª Bienal da União dos Estudantes (UNE) e no 16º Conselho Nacional de Entidades de Base (CONEB).
*Rebecca di Pardi é bolsista do Programa de Extensão Jornalismo como Forma de Transformação Social no Combate à Desinformação.
Foto de capa: Reprodução/Instagram
ótima reportagem
[…] O presidente da comissão eleitoral e graduando do curso de História da Uesb, Antônio Marcos Amorim, explicou que o processo seguiu o calendário aprovado pela comunidade acadêmica, sem intercorrências, apesar da prorrogação do prazo de inscrição para as chapas e o adiamento do debate. […]