Em nota sobre boicote aos apoiadores de Lula, CDL de Conquista pede “união”

No WhatsApp e nas redes sociais, listas incentivam pessoas a deixar de comprar de comerciantes que seriam apoiadores do presidente Lula (PT) 29 de outubro de 2026 < Lázaro Oliveira

Na tarde desta quinta-feira (29/10), a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Vitória da Conquista se manifestou sobre as listas de boicote a estabelecimentos comerciais que circulam na internet após o segundo turno das eleições de 2026. A entidade afirma que não compactua com “ações que incentivem a hostilidade ou prejudiquem empresas” por causa das preferências políticas de seus proprietários.

Por meio de nota, a instituição pediu “união, organização e cooperação para fortalecer a economia regional.” Desde a segunda-feira (26/10), vem sendo compartilhadas em grupos de WhatsApp e nas redes sociais listas que incentivam pessoas a deixar de comprar de comerciantes ou contratar profissionais que seriam apoiadores do presidente Lula (PT).

Nas redes sociais, influenciadores conquistenses como Ellen Lapa e Igor Moura denunciaram a perseguição de profissionais por motivos políticos. Figuras políticas da cidade, como os vereadores Leia de Quinho (PSD) e Ricardo Babão (PCdoB), também repudiaram a circulação das listas e defenderam o respeito à democracia e aos comerciantes locais.  

Além disso, o PT Conquista, juntamente com o Conquista Pela Democracia, Conquista Repórter, Site Avoador e a vereadora Viviane, publicou nas redes sociais uma lista de apoio e valorização de comerciantes e empresários locais que vêm sendo alvos das tentativas de boicote. 

Circulação nacional 

Além de Conquista, outras cidades e estados do país registraram a circulação das listas de boicote, como Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Mato Grosso. 

Em Minas, os conteúdos atingiram comerciantes nos municípios de Barra de São Francisco e Mantena. No Espírito Santo, profissionais e estabelecimentos registraram a perda de seguidores e clientes após a propagação da lista em cidades como Cachoeiro de Itapemirim.

Diante dos ataques, CDLs do Brasil e associações comerciais de diferentes municípios têm emitido notas de repúdio, argumentando que o comércio não pode ser tratado como campo de batalha política. 

Foto de capa: Secom/PMVC

*Lázaro Oliveira é bolsista do Programa de Extensão Jornalismo como forma de Transformação Social no combate à Desinformação.