Estudantes da Uesb realizam assembleia de mobilização em defesa da democracia nesta quinta (8)

Em Vitória da Conquista, o encontro terá como pauta única a organização de uma mobilização nas ruas contra o fascismo e o avanço da extrema-direita 7 de outubro de 2026 < Estela de Assis*

Estudantes da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) se reúnem nesta quinta-feira (08/10), no campus de Vitória da Conquista, às 17h, em assembleia geral convocada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE – Gestão Edson Luís) e pelos Centros Acadêmicos. O encontro terá como pauta única a organização de uma mobilização nas ruas contra o fascismo e o avanço da extrema-direita.

A organização acontece depois do primeiro turno das eleições no último domingo (04/10), que terminou com o candidato de extrema-direita, Flávio Bolsonaro (PL), à frente do atual presidente Lula (PT). Os estudantes da Uesb se unem a uma mobilização nacional, na qual alunos de universidades de diferentes regiões do país convocaram atos e assembleias em defesa da democracia e da educação pública.

Estudante de Ciências Sociais na Uesb e membro do DCE Gestão Edson Luís, Lívia Arcanjo destaca que o engajamento político dos discentes é fundamental em qualquer momento. “Seja qual for o resultado, é importante estarmos sempre organizados e atentos à conjuntura política do país, para que a gente não volte à apatia e não dê espaço para que o bolsonarismo e o fascismo avancem.”

Ela ressalta ainda que o DCE, apesar de ser uma entidade que representa os estudantes, precisa do apoio coletivo para fortalecer o movimento estudantil. “Deixo um apelo para a comunidade discente tentar se aproximar das pautas estudantis, que participem das assembleias, porque quanto mais pessoas a gente une, mais forte o movimento é. Precisamos dos estudantes e do apoio dos professores e técnicos para a universidade avançar no campo progressista.”

De acordo com a estudante, o movimento estudantil da Uesb está em diálogo com outras instituições, como a Ufba e o Ifba, para construir uma mobilização conjunta. “A preocupação em torno do primeiro turno fez com que os estudantes, envolvidos ou não politicamente, se reorganizassem novamente pelo comitê antifascista. Mais do que eleger o Lula, é uma forma de combater o fascismo e toda forma de organização reacionária que existe em Conquista”, finaliza Lívia.

Comitê Antifacista da Uesb

O Comitê Antifacista da Uesb surgiu em 2024 por meio de uma iniciativa dos estudantes, motivada por ameaças recebidas contra pessoas LGBTs na universidade. A partir desse cenário, segundo Lívia Arcanjo, surgiu a necessidade de reunir professores, alunos e outros integrantes da comunidade acadêmica para se mobilizarem contra esse tipo de discurso no ambiente universitário.

A criação do comitê foi aprovada em assembleia estudantil. Desse modo, qualquer decisão ou resolução referente a ele precisa obrigatoriamente passar pela validação da assembleia, que também serve para mobilizar os estudantes. Nesta quinta-feira (08/10), por meio do comitê, os estudantes deliberam na assembleia os próximos passos para a mobilização contra o avanço da extrema-direita. 

Foto de capa: @DCE Uesb

*Estela de Assis é bolsista do Programa de Extensão Jornalismo como forma de Transformação Social no combate à Desinformação.