Estudantes de Jornalismo da Uesb participam de palestras e visitas técnicas do Prêmio Abapa 2025
As atividades aconteceram na sede da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA), em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia 17 de setembro de 2025 Lavínia Marinho e Lazáro Oliveira*Nos dias 11 e 12 de setembro, 20 estudantes do curso de Jornalismo da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) participaram do ciclo de palestras e visitas técnicas promovido pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), em Luís Eduardo Magalhães. As atividades são etapas obrigatórias para os discentes que irão produzir matérias sobre a cotonicultura e concorrer ao Prêmio Abapa de Jornalismo 2025, na categoria Jovem Talento.
Ao todo, estiveram presentes 100 jovens, oriundos de instituições de ensino públicas e privadas de Vitória da Conquista, Salvador, Seabra, Feira de Santana e Juazeiro. Os alunos da Uesb partiram de Conquista na manhã de 10 de setembro e chegaram ao Oeste baiano às 21h30 do mesmo dia. A Abapa foi responsável por custear a estadia, locomoção e alimentação dos estudantes.
Os graduandos em Jornalismo da Uesb, Antony Rodrigues e Andrémax Ribeiro, do 4º e 8º semestre respectivamente, estavam ansiosos para o início das atividades e para desenvolver seus projetos sobre o algodão. “A expectativa é muito grande para a gente conseguir produzir um bom trabalho”, disse Antony.
No dia 11, as palestras aconteceram na sede da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA). Durante a manhã, os alunos ouviram primeiro a Diretora de Relações Institucionais da Abapa, Silmara Ferraresi, que apresentou o programa “Sou de Algodão”, movimento que incentiva a moda sustentável no Brasil. A profissional destacou a qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade do algodão.
Em seguida, o Diretor Executivo da Abapa, Gustavo Prado, falou sobre as ações da associação na Bahia. Para ele, é a partir do encontro com os estudantes que nascem os projetos que destacam o valor da cotonicultura. “A riqueza do material elaborado pelos jovens é tão grande que nós temos uma banca julgadora que, ao final do processo, só tece elogios”, destacou.
À tarde, a partir das 14h, os estudantes dialogaram com o produtor associado da Abapa e proprietário da Fazenda Warpol, Júlio Cézar Busato. Ele ressaltou o panorama e as potencialidades do agronegócio baiano. Além disso, contou sua trajetória, partindo da região Sul do país até chegar ao Oeste da Bahia. “O crescimento de Luís Eduardo Magalhães está ligado à cotonicultura. O algodão baiano é o melhor do Brasil”, disse.
Para finalizar o ciclo de palestras, a jornalista e assessora de imprensa Catarina Guedes convidou para um bate-papo o repórter da TV Oeste e vencedor da 4ª edição do Prêmio Abapa, Gabriel Pires. Durante a conversa, os profissionais compartilharam suas experiências e orientaram os estudantes sobre a construção de suas pautas.
A discente do 4º semestre de Jornalismo da Uesb, Bárbara Almeida, ouviu as dicas e decidiu que vai desenvolver sua matéria sobre o incentivo ao turismo em Luís Eduardo Magalhães por meio do Prêmio Abapa. “As palestras que assistimos deram à minha equipe a certeza de que escolhemos uma pauta interessante”, contou.
Visitas técnicas
No segundo dia de atividades, na manhã de 12 de setembro, os estudantes visitaram a Fazenda Warpol, onde produziram entrevistas e filmagens para seus respectivos projetos. O ex-presidente da Abapa e proprietário da fazenda, Júlio César Busato, apresentou os membros da sua equipe e destacou os processos de produção do algodão. Os jovens então puderam conhecer a lavoura e a fábrica onde acontece a separação da fibra e semente.
A estudante do 4º semestre de Jornalismo da Uesb, Kamile Cardoso, que irá produzir uma reportagem em vídeo, ressaltou a sua experiência durante a visita. “A gente conseguiu analisar como é o processo de colheita e está sendo uma experiência enriquecedora. Vai ser importante para a minha matéria”, explicou.
Já no início da tarde os alunos visitaram o Centro de Análise de Fibras da Abapa. O grupo foi recebido pela atual presidente da associação, Alessandra Zanotto, e pelo gerente do centro, Sérgio Brentano. Ele explicou como funciona o processo de separação do algodão no laboratório.
“Para serem analisadas, as amostras precisam estar de acordo com as normativas e os padrões mundiais. Também precisam estar dentro de um teor de umidade, chegando de 6.7 a 8.2%. Pelo fato do nosso clima ser muito seco, geralmente nossas amostras acabam chegando com a umidade mais baixa, então nós adicionamos esse teor”, afirmou.
A visita ao laboratório terminou com a coletiva de imprensa da presidenta da Abapa. Durante a conversa com os estudantes, ela destacou o seu papel como liderança feminina no agronegócio. “Eu tenho o compromisso de fazer com que mais mulheres se vejam neste lugar. Nós reconhecemos que a sociedade tem uma disputa no setor, que é majoritariamente masculino.”
A última atividade do dia 12 foi uma visita às instalações da empresa Icofort Agroindustrial, responsável pelo processamento da semente do algodão e extração do óleo alimentício. Outro processo que acontece no setor é a utilização da semente para a produção de ração para bovinos, caprinos e equinos. Quem acompanhou os alunos foi o supervisor de produção da Icofort, Vitor Ramos.
No mesmo dia, os estudantes da Uesb retornaram para Vitória da Conquista em uma viagem de ônibus. A saída de Luís Eduardo Magalhães aconteceu por volta das 21h e a chegada no destino às 10h da manhã.
Premiação
Os estudantes que participaram das formações em Luís Eduardo Magalhães vão disputar o Prêmio Abapa de Jornalismo na categoria Jovem Talento. São duas modalidades: reportagens escritas e em vídeo. Em ambas as categorias, o primeiro colocado recebe R$ 4 mil, enquanto o segundo lugar ganha R$ 3 mil. Já o terceiro colocado é premiado com R$2 mil.
A Abapa disponibiliza ainda outra modalidade: produção de podcast. Neste formato, o primeiro colocado recebe R$ 2.500; o segundo ganha R$ 2 mil e o terceiro lugar adquire R$ 1.500.
Para avaliar as matérias, a banca julgadora vai levar em consideração a relevância do conteúdo, clareza, diversidade de fontes e a capacidade de discutir a cunicultura com profundidade.
Desde a criação do Prêmio Abapa, no ano de 2019, a Uesb tem sido destaque nas premiações. Em 2024, o aluno Pedro Henrique Pereira foi premiado na categoria escrita. O trio Mariana Martins, Ellen Mafra, Ana Carolina Souza, e o grupo João Vitor Barbosa, Kassia Rafaela e Lêda Lima, ganharam na categoria vídeo. Na modalidade de podcast, o prêmio foi para João Vitor Barbosa.
Em 2023, as alunas Ane Xavier e Hellen Gomes conquistaram o terceiro lugar com uma reportagem de vídeo sobre moda sustentável. Já em 2022, Denilson Soares e Tainá Aleixo ficaram em segundo lugar na mesma modalidade. No mesmo ano, os jornalistas formados Afonso Ribas Moreira e Genilzia Pires venceram na categoria profissional de internet, com uma matéria sobre capacitação no campo.
*Lavínia Marinho e Lázaro Oliveira são bolsistas do Programa de Extensão Jornalismo como forma de Transformação Social no Combate à Desinformação.