Festival Suíça Bahiana 2026 é marcado por diversidade musical e manifestações políticas
Reconhecido como Patrimônio Cultural do município, o evento reuniu quase 40 atrações nacionais e internacionais nos dias 17 e 18 de outubro 22 de outubro de 2026 < Lucas TavaresNos dias 17 e 18 de outubro, o Festival Suíça Bahiana 2026 reuniu cerca de seis mil pessoas no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, em Vitória da Conquista. O evento foi marcado pela diversidade de estilos musicais e manifestações políticas do público e dos artistas nos palcos.
Ao longo dos dois dias, 38 atrações nacionais e internacionais se apresentaram em quatro palcos. A 16ª edição do festival reuniu 11 cantores e bandas locais, 24 artistas de outros estados e três shows internacionais, entre eles da cantora Jesuton, da Inglaterra, de Las Fokin Biches, do México, e La Forasteria, da Argentina.
Realizada pelo Coletivo Suíça Bahiana com apoio da Prefeitura Municipal, a programação foi dividida entre os palcos Concha, Banco do Nordeste Cultural, Rock e Ecossistema Musical BNB. A programação incluiu brincadeiras e atrações infantis, como o Grupo Triii (SP), além de feira de artesanato, vinis, praça de alimentação e sala sensorial para pessoas neurodivergentes.
Durante as apresentações, muitos artistas se manifestaram politicamente por meio de discursos, acessórios e músicas. Encerrando a noite do sábado (17/10), por volta das 23h30, a cantora pernambucana Duda Beat colocou no telão uma estrela vermelha. Da plateia, fãs fizeram a letra L com as mãos em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O cantor e compositor baiano Hiran, de Alagoinhas, se apresentou no Palco Ecossistema Musical BNB no sábado. Ele foi um dos artistas que se manifestou em defesa da democracia. “É pela liberdade, pela democracia. Da linha de frente até o final, sem medo, sem medo. É isso, tô com vocês e bora nessa que junto a gente faz o bagulho virar”, disse no show.
Natural de Belo Horizonte, a cantora e compositora mineira Lourandes se apresentou pela primeira vez em Conquista. “Defendo a universidade, eu que estudei em uma federal. Estava ansiosa para voltar à Conquista.”
Programação
A grande novidade da 16ª edição foi a adição de mais dois palcos. Além das apresentações na Concha Acústica e na entrada do espaço, foram realizados shows no teatro do Centro de Cultura e na área superior, localizada acima das arquibancadas.
O idealizador, Gilmar Dantas reforçou a diversidade e conexão como parte da essência do projeto. “Estamos aqui há 16 anos conectando artistas de vários territórios da Bahia, de outras regiões do Brasil e do mundo. Esse intercâmbio é a alma do festival.”
No sábado (17), no Palco Patrimônio Cultural, se apresentaram Hamilton de Holanda Trio (DF), Outra Conduta (BA), Jambu (AM), Seu Pereira & Coletivo 401 (PB) e Duda Beat (PE).
No Palco Banco do Nordeste Cultural, a programação contou com Instrumental Alumei (BA), Ema Stoned (SP),Thaysa Pizzolato (ES), Jesuton (Inglaterra) e Sophia Chablau & Felipe Vaqueiro (SP).
No Palco Som da Tribo, Dona Iracema (BA) abriu as apresentações. A programação seguiu com Giovanna Moraes (SP), Las Fokin Biches (México), Flor ET (RS) e Bayside Kings (SP).
Já no Palco Ecossistema Musical BNB, as apresentações começaram com Lívia Ellen (BA). Na sequência, apresentaram-se Hiran (BA), Lourandes (MG) e Ramonzin (RJ).
No domingo (18), no Palco Concha, o primeiro show foi do Grupo Triii (SP). Depois, apresentaram-se Augusta Barna (MG), Pipa (BA), Pierre Onassis (BA) e Os Garotin (RJ).
No Palco Banco do Nordeste Cultural, Larissa Caldeira (BA) começou a série de apresentações. Em seguida, subiram ao palco Sotaques de Fronteira (RS), Caju (ES), Congadar (MG) e La Forasteria (Argentina). No Palco Som da Tribo, a programação começou com Vitu (ES), seguida de Supervão (RS), Tangolo Mangos (BA) e Varanda (MG).
No Palco Ecossistema Musical BNB, ErriVance (BA) se apresentou, seguido de Sofia Pitta (BA), DJ Pedrita (PA), e MC Soffia (SP).
Fotos por: Lucas Tavares













