Fórum elege representantes da sociedade civil para o Conselho Municipal de Cultura

A eleição ocorreu no último sábado (06/09), no auditório da Praça CEU J. Murillo, no bairro Alto Maron 11 de setembro de 2025 Luísa Pereira

Oito representantes da sociedade civil foram eleitos membros do Conselho Municipal de Cultura de Vitória da Conquista para o biênio 2025 – 2027. A eleição ocorreu no último sábado (06/09), no auditório da Praça CEU J. Murillo, no bairro Alto Maron, durante o Fórum Municipal de Cultura.

A escolha dos conselheiros aconteceu após uma palestra sobre a elaboração do Plano Municipal de Cultura (PMC), que é construído em parceria com a comunidade e indica medidas que o poder público municipal deve adotar no setor durante o período de dez anos, sempre alinhado com os planos estadual e nacional.

Cerca de 40 pessoas, incluindo produtores culturais e artistas de Vitória da Conquista, concorreram às vagas de conselheiros de cinco eixos temáticos: Artes Plásticas e Visuais e Audiovisual; Música; Artes Cênicas e Dança; Literatura, Livro, Leitura e Bibliotecas; e Patrimônio Cultural Material e Imaterial.

O conselho é composto por 20 membros, sendo dez representantes da sociedade civil (cinco titulares e cinco suplentes), seis indicados pelo governo municipal (três titulares e três suplentes), e quatro definidos pela Câmara de Vereadores (dois titulares e dois suplentes).

Para o biênio 2025 – 2027, foram eleitos apenas oito membros da sociedade civil, já que não houveram candidatos para suplência em dois eixos. Já os indicados do governo municipal e do Legislativo ainda não foram divulgados pela Secretaria de Comunicação de Vitória da Conquista.

Esdras Rodrigues, eleito ao cargo de conselheiro no eixo da música, disse que irá atuar em busca de mais espaços para os músicos locais. “O Fórum Municipal de Cultura é um marco para a nossa cidade, porque não apenas amplia a participação da sociedade civil, como também nos permite compreender de que forma funcionam as políticas públicas e os editais voltados para a cultura”, destacou.

O presidente da Associação Cultural e Educacional Nossa Arte Capoeira, João Paulo, que participou do fórum, ressaltou que os novos conselheiros devem estar cientes das demandas culturais de Conquista. “Precisamos de investimentos que garantam estrutura para os grupos culturais, formação continuada, espaços adequados para as diversas linguagens artísticas e uma política de editais mais transparente e acessível”, pontuou.

Confira a seguir os conselheiros eleitos:  

Eixo 1 – Artes Plásticas e Visuais, Audiovisual

Titular: Abner Israel Marques Freitas

Suplente: Allan Kardec Cardoso Lessa

Eixo 2 – Música

Titular: Esdras Rodrigues Santos

Suplente: Elisson Nunes da Silva Lebrão

Eixo 3 – Artes Cênicas e Dança

Titular: Mariana Alves Silva

Suplente: Não eleito

Eixo 4 – Literatura, Livro, Literatura e Bibliotecas

Titular: Washington Rodrigues

Suplente: Não eleito

Eixo 5 – Patrimônio Cultural Imaterial 

Titular: Fábio Sena Santos

Suplente: Robson Rocha Porto

Demandas da cultura

O Conselho Municipal de Cultura é um órgão deliberativo, previsto na Lei nº 421/1987, responsável por propor aos poderes públicos medidas de incentivo e valorização da cultura, além de zelar pela proteção de bens culturais do município. 

Apesar da composição que prevê uma diversidade de membros, na prática, o órgão vem enfrentando problemas. Em 2024, Juliana Brito, coordenadora da Biblioteca Comunitária Donaraça, denunciou ao Conquista Repórter a inatividade do conselho. No mesmo ano, uma conselheira renunciou após sofrer com práticas machistas e assédio moral.

O órgão é responsável por mobilizar a população por políticas culturais, em meio a um cenário de descaso no município. No dia 7 de março, o Coletivo Movimenta Conquista protocolou no gabinete da prefeita Sheila Lemos uma carta com reivindicações para o setor, como a revitalização do Teatro Carlos Jehovah e do Cine Madrigal. Mas o grupo denuncia falta de escuta do governo municipal. 

Entre as demandas da cultura, uma das principais é a reforma e a revitalização de espaços públicos. Mas além disso, os artistas locais pedem o fortalecimento das mostras de cinema, a criação de espaços comunitários para leitura, a ampliação do orçamento para o seguimento e a reestruturação do próprio conselho.

*Luísa Pereira é bolsista do Programa de Extensão Jornalismo como forma de Transformação Social no Combate à Desinformação. 

Foto de capa: Secom/PMVC

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