Inscrições para eleição do Conselho Municipal da Diversidade Sexual e de Gênero vão até 24 de novembro
Serão selecionados, por meio de sorteio, 12 membros. As vagas são reservadas para mulheres lésbicas, pessoas bissexuais, homens gays, mulheres e homens trans 17 de novembro de 2025 Rebecca Di Pardi*O Conselho Municipal da Diversidade Sexual e de Gênero (CMDSG) está com inscrições abertas para a escolha dos representantes da sociedade civil que atuarão no biênio 2025-2027. Segundo o edital de convocação publicado pela Prefeitura de Vitória da Conquista, o formulário de inscrição ficará aberto de 17 a 24 de novembro.
Serão selecionados, por meio de sorteio, 12 membros, sendo seis titulares e seis suplentes. As vagas são reservadas para um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e outro do Conselho Regional de Psicologia (CRP), além de quatro pessoas LGBTQIA+, distribuídas em 1 mulher cisgênero lésbica ou bissexual; 1 homem cisgênero gay ou bissexual; 1 mulher transgênero e 1 homem transgênero.
Podem se inscrever pessoas com mais de 18 anos de idade, residentes em Vitória da Conquista, que tenham atuação comprovada na promoção dos direitos LGBTQIA+. O mandato dos representantes eleitos será de dois anos, contados a partir da data da posse. O sorteio público para seleção dos novos conselheiros está marcado para o dia 28 de novembro, das 8h às 17h.
O sorteio será registrado em ata, com a presença da comissão responsável pelo processo, e acontecerá na sede da Coordenação de Promoção de Políticas Públicas e Direitos Humanos LGBT, localizada na Avenida Otávio Santos, n° 744, no bairro Recreio.
Para a presidente da gestão anterior, Isadora Oliveira, manter o órgão estruturado e em funcionamento é fundamental para assegurar os direitos da comunidade local. “O conselho funciona como um organismo de mobilização. Sem ele, a pauta LGBTQIAPN+ corre o risco de perder força em um momento em que já temos poucos coletivos ativos no município.”
Sobre o conselho
O Conselho Municipal da Diversidade Sexual e de Gênero foi criado por meio da Lei nº 2.656, sancionada em 13 de julho de 2022, após mobilização da comunidade LGBTQIA+. Em 2023, iniciou-se o processo eleitoral para a primeira composição do órgão, com participação de coletivos e movimentos sociais da cidade. Os primeiros representantes da sociedade civil foram eleitos em 26 de abril daquele ano.
A primeira gestão marcou o início da estruturação do órgão. O conselho atuou de forma consultiva e fiscalizadora, com destaque para o acompanhamento de denúncias envolvendo principalmente a população trans, em áreas como saúde e educação. Segundo Isadora Oliveira, a atuação voluntária dos conselheiros trouxe desafios logísticos, como a dificuldade de deslocamento para reuniões presenciais e outras ações.
Apesar disso, na sua avaliação, a gestão deu maior visibilidade ao conselho, a partir da participação em eventos, marchas e conferências. Além dos representantes da sociedade civil, a entidade é composta por membros do Poder Público, sendo dois indicados pela Câmara de Vereadores, um integrante da bancada de oposição e outro da bancada de situação, e quatro pela Prefeitura.
*Rebecca Di Pardi é bolsista do Programa de Extensão Jornalismo como forma de Transformação Social no Combate à Desinformação.
Foto de capa: Freepik