IV Erejor Nordeste reuniu conferências e 28 trabalhos sobre jornalismo, eleições e desinformação
Evento realizado pela ABEJ e Uesb contou com especialistas em dois dias de conferências e apresentações de pesquisas 28 de agosto de 2026 < Vitor BarbozaNos dias 19 e 20 de agosto, ocorreu, de forma remota, o IV Erejor Nordeste, que teve como tema “Jornalismo, Eleições e Desinformação”. A programação contou com conferências e a apresentação de 28 trabalhos, distribuídos entre seis grupos de trabalho (GTs).
O evento é organizado pela Associação Brasileira de Ensino de Jornalismo (ABEJ), em parceria com o Colegiado do Curso de Jornalismo da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), e o apoio da Universidade Federal do Maranhão, Campus Imperatriz, na pessoa da professora Luciana Souza, e da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), na pessoa da professora Talyta Singer.
De acordo com a coordenadora do curso de Jornalismo da Uesb, Carmen Carvalho, essa foi uma oportunidade de discutir o papel dos jornalistas em um período marcado pela forte circulação de desinformação. “Essa é uma realidade, principalmente durante o processo eleitoral. O IV Erejor Nordeste cumpre um papel fundamental enquanto debate sobre o tema”.
A programação teve início no dia 19, com uma conferência de abertura que contou com a participação do presidente da ABEJ, Allan Rodrigues, e dos professores Carmen Carvalho (Uesb), Adalton Fonseca (Uesb), Talyta Singer (Uneb) e Luciana Souza (UFMA).
Em seguida, ocorreu a conferência “Jornalismo e Desinformação”, com a participação da professora e pesquisadora Ana Regina Rêgo, da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ela também é fundadora da Rede Nacional de Combate à Desinformação (RNCD).
Na sequência, a presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Samira de Castro, abordou o tema “Violências contra jornalistas em período eleitoral”. Em seguida, o jornalista e mestrando do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Paulo Veras, tratou do tema “Jornalismo e Eleições no Nordeste”.
A jornalista Hébely Rebouças, integrante do podcast “As Cunhãs”, encerrou a manhã de conferências com a palestra “Jornalismo, Inteligência Artificial e Desinformação”.
No período da tarde, os participantes realizaram as apresentações dos trabalhos científicos. Nesta edição, o evento contou com cinco grupos de pesquisa e um grupo de trabalho. No Grupo de Pesquisa (GP) Atividades de Extensão, coordenado pelas professoras Carmen Carvalho (Uesb) e Talyta Singer (Uneb), foram apresentados cinco trabalhos. Já o GP Ensino de Ética e de Teorias do Jornalismo e Produção Científica, dos professores Flávia Mota (Uesb) e Adalton Fonseca (Uesb), resultado da união de dois grupos, recebeu 10 trabalhos.
Os GPs Projetos Pedagógicos e Metodologias de Ensino e Produção Laboratorial, sob responsabilidade dos professores Mary Weinstein (Uesb), Marcus Lima (Uesb) e Dannilo Duarte (Uesb), também foram unificados e receberam seis apresentações. Já o GT Pesquisa na Graduação, da professora Luciana Souza (UFMA) teve sete trabalhos apresentados.
Articulação regional
A Reunião de Coordenadores dos Cursos de Jornalismo do Nordeste, realizada como parte do IV Erejor Nordeste 2026, reuniu, em 26 de agosto, representantes de instituições da região para discutir desafios da formação em Jornalismo.
O encontro foi coordenado pela professora Carmen Carvalho, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), e pelo professor Allan Rodrigues, em uma articulação entre a Uesb e a Associação Brasileira de Ensino de Jornalismo (ABEJ).
Participaram Rostand de Albuquerque Melo, da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB); Natacha Canesso, da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Facom/UFBA); a coordenadora do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), campus de Imperatriz; João Reis, da Universidade do Estado da Bahia (Uneb); e Agda Patrícia Pontes Aquino, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
A pauta incluiu a curricularização da extensão, com a troca de experiências sobre sua implementação; o estágio supervisionado e sua organização nos currículos; e a acessibilidade e inclusão, considerando permanência estudantil, formação docente, infraestrutura e acompanhamento dos estudantes.
Também foi debatida a retomada da exigência do diploma de Jornalismo, com discussões sobre a importância da formação específica para o exercício profissional e a mobilização nacional em defesa do diploma.
De acordo com Carmen Carvalho, a reunião possibilitou a troca de experiências e fortaleceu a articulação entre os cursos de Jornalismo do Nordeste diante de desafios comuns da formação e da profissão. “Percebemos que, apesar das diferentes realidades institucionais, enfrentamos muitos desafios semelhantes. Esse encontro mostrou que nossa força está justamente no coletivo, na troca de experiências e na construção conjunta de caminhos para fortalecer a formação e o Jornalismo na região”, destacou.




