Movimento Negro Unificado reúne ativistas em Vitória da Conquista no próximo sábado (14)

O encontro será na sede do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), localizada na Av. Fernando Spínola, no bairro São Vicente 12 de setembro de 2025 Nanda Deda*

No próximo sábado (14/09), das 14h às 18h, o Movimento Negro Unificado (MNU) – Núcleo de Vitória da Conquista realiza uma reunião para apresentar ao público a história e a trajetória da organização, formalizar a filiação de novos militantes e planejar ações na cidade. O encontro será na sede do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), localizada na Av. Fernando Spínola, nº 64, no bairro São Vicente.

Para participar, cada pessoa deve levar um alimento para contribuir com o lanche comunitário. O objetivo da reunião é fortalecer a luta contra o racismo e defender a igualdade racial no município. Segundo Nana Aquino, coordenadora de comunicação e imprensa do MNU-Conquista, o encontro acontece em meio à retomada do movimento na cidade.

“Anos atrás, lideranças locais como Betta, Flávio Passos e Niu Tânia já atuavam na cidade dentro da luta por igualdade racial e agora queremos levar esse movimento para mais pessoas. A partir dessa formação, a gente pretende desenvolver atividades que multipliquem essa atuação”, destacou Nana.

A eleição da coordenção municipal do MNU ocorreu no dia 25 de julho deste ano, durante o 3º Seminário Movimento Negro, Educação e Cultura, realizado no Colégio Estadual Dom Climério Almeida de Andrade, situado na Urbis VI. O núcleo é composto por sete pessoas: Letícia Figueredo Nascimento Araújo (coordenadora geral); Welder Cardoso Oliveira (coordenador de educação); Amon Santos Souza (coordenador de organização e saúde); Mariana (Nana) Aquino Conceição (coordenadora de imprensa e comunicação); Keu Souza (coordenadora de formação política); Michelle Xavier (coordenadora de cultura); e Rafael Varges Ferraz Almeida (coordenador de articulalção de base e financeiro).

Sobre o Movimento Negro Unificado

O Movimento Negro Unificado foi fundado em São Paulo e marcou a luta contra o racismo no Brasil durante a ditadura militar. Em 1978, a organização foi criada a partir de várias entidades negras e foi inspirado em movimentos internacionais e ideais políticos que articulavam raça e classe. Os assasinatos de Robson Silveira da Luz, de 21 anos, e do operário Nilton Lourenço, dois homens negros, pela Polícia Militar, motivaram o surgimento do grupo.

Na Bahia, o movimento está presente em 10 regiões, sendo elas Vitória da Conquista, Chapada Diamantina, Recôncavo, Região Metropolitana de Salvador, Xique-Xique, Ilhéus, Itabuna, Feira de Santana, Mata de São João e Pau Brasil. 

Para Nana Aquino, o MNU representa muito mais do que uma causa. “O Movimento Negro para mim, além de ser base, um fundamento, ele significa um caminho para a prática dessa militância ativa, junto aos segmentos da sociedade que estão aí coletivamente em busca do respeito ao nosso povo”, destacou.

Foto de capa: MNU-Conquista

*Nanda Deda é bolsista do Programa de Extensão Jornalismo como Forma de Transformação Social no Combate à Desinformação.

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