Participações de Itamar Vieira Junior e Chico César marcam terceiro dia da FliConquista
Escritor e cantor lotaram a Concha Acústica do Centro de Cultura, na sexta, 26 de setembro 27 de setembro de 2025 Sofia Rezende e Nanda Deda*Nesta sexta (26/09), a Feira Literária de Vitória da Conquista (FliConquista) começou com o encontro do público com o escritor Itamar Vieira Júnior, às 9h, na Concha Acústica do Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima. Autor do premiado romance “Torto Arado”, o baiano foi um dos destaques da programação, assim como o cantor e compositor Chico César, que encerrou o terceiro dia do evento com o show “Ao Vivos”.
Durante a manhã, o bate-papo com Itamar lotou a arquibancada da Concha Acústica com alunos de mais de 18 escolas estaduais do sudoeste baiano, além de estudantes universitários. Já no período da tarde, o escritor participou de uma sessão de autógrafos após o lançamento do seu novo livro “Chupim”, obra dedicada ao público infantil feita em parceria com a artista plástica Manuela Navas.
Por volta das 18h30, Itamar se reuniu com Luciany Aparecida, autora do romance “Mata Doce”, para uma conversa entre escritores. Durante o encontro, eles falaram sobre as dificuldades no processo de escrita de livros, destacando que, ao se envolver com a história e com os personagens, é preciso fazer sacrifícios e abrir mão de momentos de lazer com amigos e família.
O terceiro dia da FliConquista foi marcado ainda pelo espaço das editoras, a exibição de curtas e longas-metragens, como o filme “O Livro dos Prazeres”, de Marcela Lody, uma mesa de debate sobre o legado de Clarice Lispector, além de discussões sobre escritas femininas e lançamentos de livros, a exemplo da obra “A Morte de Si”, do psicanalista e escritor Marcelo Veras.
Para encerrar a programação da sexta, a atração musical foi o cantor paraibano Chico César. A estudante de Pedagogia, Mariana Souza, estava ansiosa para assistir a apresentação. “A feira está linda e agora estou esperando por um show maravilhoso, porque ele é maravilhoso. O som dele é maravilhoso”, disse.
O artista subiu ao palco, na Concha Acústica, por volta das 21h. Para uma arena lotada, ele cantou clássicos do seu repertório, como “Mama África”, “À primeira vista”, “Benazir” e “Saharienne”. Durante uma conversa com a platéia, Chico abriu o coração e disse que a música “Saharienne” é uma das mais tristes de sua carreira e que não costuma incluí-la em seus shows. Em outro momento, o público entoou gritos de “Sem Anistia”, em referência ao Projeto de Lei que tenta anistiar os envolvidos nos ataques à sede dos Três Poderes, em Brasília, no 8 de janeiro de 2023.
*Sofia Rezende e Nanda Deda são bolsistas do Programa de Extensão Jornalismo como forma de Transformação Social no Combate à Desinformação.