Estudantes da Uesb escolhem nova gestão do DCE de Conquista no dia 15 de outubro
Segundo o calendário eleitoral aprovado em assembleia, o período para inscrição das chapas será de 19 a 24 de setembro 17 de setembro de 2025 Rian Borges*Nesta terça-feira (16/09), foi aprovado em assembleia virtual o calendário para as eleições do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), do campus de Vitória da Conquista. Após a reunião, ficou decidido que a votação para eleger a nova gestão ocorrerá no dia 15 de outubro, das 7h às 21h.
O processo eleitoral irá decidir qual grupo vai suceder a gestão Maria Felipa, que assumiu o DCE em novembro de 2023. Segundo o calendário aprovado, o período para inscrição das chapas será de 17 a 24 de setembro. Posteriormente, será realizada a homologação ou indeferimento das candidaturas.
O próximo passo é a realização das campanhas eleitorais que, em caso de múltiplas chapas, também contará com um debate. Durante esse período, a comissão eleitoral, composta por cinco membros, é a responsável por conduzir o processo e representar o movimento estudantil até a posse da nova diretoria.
Para o estudante de Direito e membro da comissão eleitoral, Luiz Marcos Filho, é crucial a participação dos alunos. “É importante a presença generalizada do corpo discente para definir os rumos desse processo eleitoral. Também reitero a importância da colaboração de todos ao longo do período para que a eleição ocorra da melhor forma possível”, disse.
Chapas e votação
Conforme o estatuto e o regimento eleitoral do DCE, uma chapa deve ser composta por até 18 membros, sendo que pelo menos 50% devem ser mulheres e 50% autodeclarados negros. Todos os integrantes precisam estar matriculados nos cursos de graduação ou pós-graduação da Uesb, mas não podem estar nos dois últimos semestres. Os membros também não podem ocupar cargos de confiança na universidade.
Dos 18 integrantes da chapa, apenas 15 assumem cargos. Os outros três membros ficam na suplência. Segundo o estatuto, as vagas pleiteadas são: Coordenador Geral; Secretário Geral; Tesoureiro; Coordenador de Comunicação; Coordenador de Cultura e Eventos; Coordenador de Esportes; Coordenador de Movimentos Sociais; Coordenador de Assistência e Permanência Estudantil; Coordenador de Extensão, Ensino e Pesquisa; Coordenador de Formação Política; Coordenador de Acessibilidade e Inclusão; Coordenador da Temática Negritude e Indígena; Coordenadora da Temática Feminista; Coordenador da Temática LGBT; e Coordenador de Pós-Graduação.
A eleição será realizada de forma presencial por meio de cédulas eleitorais. Serão disponibilizadas urnas por todo o campus. Na hora de votar, o discente precisa apresentar o documento com foto e assinar a lista de eleitores.
Gestão Maria Felipa
O último grupo que assumiu o DCE foi a gestão Maria Felipa, eleita em novembro de 2023. Naquele ano, eles disputaram as eleições contra uma única chapa, chamada Um Passo à Frente. Ao todo, foram 1470 votos. A chapa Maria Felipa recebeu 848 votos e venceu as eleições com 57,68%.
Em um balanço geral da gestão, que permaneceu na liderança estudantil por um ano e seis meses, a Secretária-Geral Lívia Arcanjo afirma que o DCE conseguiu pautar as principais demandas dos estudantes. “Estivemos presente em lutas referentes à melhoria do R.U., na denúncia do preço inicial de quase 40 reais, com panfletagens, colagem de cartazes e atos no R.U. e na devida cobrança por mais toldos na fila”, disse.
A estudante também destaca as articulações que o diretório conseguiu realizar diante das demandas de assistência estudantil. “Tivemos contato entre os DCEs dos três campi, o que facilitou a construção de uma paralisação unificada em torno de melhorias e mais orçamento para a educação pública superior estadual. Além disso, pudemos pautar na Secretaria de Educação da Bahia a necessidade urgente de reajuste do Mais Futuro e a revisão dos critérios meritocráticos dos editais.”
Mesmo diante de um contexto de desmobilização das lutas estudantis, Lívia destaca que a gestão denunciou diversos ataques fascistas dentro e fora da universidade. Ela também ressalta que, durante o mandato, o diretório buscou incentivar a aproximação dos estudantes com entidades estudantis e movimentos políticos.
“Vale citar o Conselho de Entidades de Base da UNE, para onde levamos mais de 40 estudantes e diversos Centros Acadêmicos. Precisamos pontuar que rompemos com a postura omissa e condescendente das gestões anteriores com os governos que dizem defender a educação, mas contingenciam e cortam verbas, impedindo os estudantes de permanecerem na universidade, mesmo tendo o ingresso facilitado por políticas sociais importantes”, declarou.
A Secretária-Geral ainda salienta eventos e ações promovidas pela gestão Maria Felipa. Segundo ela, foram realizados dois protestos no restaurante universitário, o primeiro em 2024 e o outro em 2025; uma caminhada com os estudantes à reitoria para a entrega de pautas; um ato em defesa da mudança de ambiente do Núcleo de Ações Inclusivas para Pessoas com Deficiência (Naipd) e uma paralisação unificada.
Também foram realizadas oito assembleias gerais, 15 Conselhos de Entidades de Base (CEB), além de eventos como a semana Ayoluwa, Copa Uesb de 2024, calouradas unificadas e a participação dos estudantes na 14ª Bienal da União dos Estudantes (UNE) e no 16º Conselho Nacional de Entidades de Base (CONEB).
Imagem: Ascom/Uesb
*Rian Borges é bolsista do Programa de Extensão Jornalismo como forma de Transformação Social no Combate à Desinformação.
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