Luiz Otávio: “A gente precisa de uma universidade que use bem o seu dinheiro”

9 de abril de 2018

Desde 1988 na UESB, o candidato a reitor Luiz Otávio de Magalhães, da chapa “Renova UESB: outra universidade é possível”, concorre ao cargo pela segunda vez. Natural de Bauru, São Paulo, ele é formado em História pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), e tem mestrado e doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo (USP). Em Vitória da Conquista, prestou concurso para o Departamento de História (DH) da Uesb.

No DH, Luiz Otávio já foi coordenador do Colegiado de História duas vezes e diretor de departamento. Atualmente, além de dar aulas, é editor da Revista Politéia, faz parte do programa de pós-graduação em Letras: Cultura, Educação e Linguagens e é membro do Conselho Nacional de Educação (CNE) – órgão responsável por avaliar cursos das universidades estaduais para reconhecimento e emissão de diplomas.

Com três décadas na UESB, o candidato diz compreender o funcionamento e as necessidades da instituição. Segundo ele, as chapas de que fez parte sempre defenderam que “o estado tem que ser muito forte e presente quando o assunto é educação, saúde e previdência. Nesses campos, que são muito sensíveis, a iniciativa privada deveria ser restringida ao máximo. A gente sempre defendeu que a educação pública tinha que ser pública e de qualidade para todos”.

Para Luiz Otávio, como gestor, uma forma de garantir a qualidade do ensino na universidade é saber utilizar bem os recursos que vêm do estado. E não só isso: o professor defende também a prestação de contas de forma transparente. “A gente precisa de uma universidade que use bem o seu dinheiro e tenha métodos de avaliação dos seus cursos muito bem definidos”, disse.

Entre as várias funções de um reitor, o candidato destaca, como objetivos de sua gestão, a defesa política da instituição e a gerência de processos administrativos. Por esse motivo, elegeu 11 eixos de gestão que definem estratégias para sustentabilidade da instituição e monitoramento de qualidade na pesquisa, extensão e cursos de graduação e pós-graduação. “A universidade é um patrimônio, não de professores, não de estudantes, mas de toda região, de todo estado da Bahia”, afirmou.

Luiz Otávio concorreu ao cargo de reitor em 2006 e, como vice, em 2010. Este ano, entra no pleito ao lado de Marcos Henrique Fernandes, professor do Departamento de Saúde, no campus de Jequié. A dupla, acompanhada por outros membros da chapa, tem visitado os setores e salas de aula da UESB a fim de explicar os objetivos da campanha, alegando a necessidade de uma nova universidade, que não sofra com o descaso e a inoperância. Para o candidato a reitor, “a universidade tem uma função pública a desempenhar, tem que construir conhecimento e dar oportunidade de trabalho, de formação humana e formação profissional”.

Caricatura: Gil Brito.

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