Professor da Uesb participa do 10º Congresso de Ciências Sociais e Humanas em Saúde no Amazonas

Adalton Fonseca apresentou três trabalhos em coautoria com pesquisadores da Fiocruz Bahia e outras instituições sobre divulgação científica e engajamento público da ciência 23 de setembro de 2026 < Francisco Sutério*

O professor do curso de Jornalismo da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), Adalton dos Anjos Fonseca, participou do 10º Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde, na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), em Manaus, entre os dias 15 e 19 de setembro. O docente apresentou três trabalhos em coautoria com outros pesquisadores relacionados à divulgação científica e engajamento público da ciência.

Com o tema “Interculturalidade, ambiente e saúde: os desafios do século XXI para uma vida em conexão com os territórios”, o evento reuniu pesquisadores, profissionais da saúde, estudantes, gestores públicos e representantes de movimentos e organizações ligadas à saúde coletiva. O congresso é organizado pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). 

O convite para participar do evento surgiu a partir do trabalho de Adalton como integrante do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz). Entre os trabalhos apresentados, o professor destaca a experiência da produção de um boletim informativo sobre a saúde da população quilombola. “É um produto desenvolvido em coprodução com os representantes dessa população, possibilitando uma comunicação mais alinhada às demandas do grupo. Foi muito importante, principalmente para os quilombolas que lutam por políticas específicas de saúde”, explica.

O trabalho “Ciência engajada e participativa na saúde quilombola: coprodução de Boletim com análises da Coorte de 100 Milhões de Brasileiros/as” foi produzido em colaboração com Poliana Rebouças, Mateus Brito, Juliana Silva, Débora Olímpio e Mauricio Barreto, do Cidacs/Fiocruz; além de Walter Neto, Tiago Silva e Joilda Nery, do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (Ufba), com a Coordenação Nacional de Quilombos (CONAQ).

Professor Adalton faz parte do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz).

O professor Adalton Fonseca faz parte do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz). Foto: Acervo Pessoal

Intitulado “Coprodução de recomendações sobre engajamento público da ciência em um programa de pesquisa sobre determinantes sociais da saúde e avaliação de políticas na América Latina”, o segundo trabalho é uma coprodução com Raiza Lima, Mariana Sebastião, Débora Olímpio, Daniela Lugo (UIDE), Carolina Buñay (UIDE), Natalia Romero (UIDE) e Mauricio Barreto, pesquisadores do Cidacs/Fiocruz e da Universidad Internacional del Ecuador (UIDE).

Com o nome “Estratégias participativas para pesquisa sobre migração, mudanças climáticas, políticas sociais e saúde: relato de experiência e lições iniciais”, a produção é uma coautoria com Eloah Vieira, Bethania Almeida, Maria Sol Sales, Mauricio Barreto, Denise Sales, Samuel Silva e Julia Pescarini, do Cidacs/Fiocruz.

Adalton Fonseca é doutor em Comunicação e Cultura Contemporânea pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), graduado em Comunicação Social na mesma instituição e também em Relações Públicas pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb). Desde 2024, é professor lotado no DFCH da Uesb, campus de Vitória da Conquista, onde atua como vice-coordenador do colegiado de Jornalismo.

No Cidacs/Fiocruz Bahia, é responsável por estratégias e pesquisas voltadas ao engajamento público da ciência, disseminação e divulgação científica. Ele integra ainda o Grupo de Pesquisa em Jornalismo On-Line (GJOL), com ênfase nas áreas de Jornalismo Imersivo, Inovação no Jornalismo, Convergência Jornalística, Engajamento Público da Ciência e Comunicação Científica.

Sobre o Congresso de Ciências Sociais e Humanas

Em 1993, a primeira edição do evento foi realizada com o nome Encontro Brasileiro de Ciências Sociais em Saúde, em Belo Horizonte. Em 1995, consolidou-se como congresso, com edição em Curitiba, promovido pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). Ao longo dos anos, o encontro se tornou um dos principais espaços de pensamento crítico e transdisciplinar da saúde coletiva no país.

Em 2026, o congresso reuniu discussões sobre as relações entre racismo e saúde mental, os impactos da inteligência artificial e as novas tecnologias na saúde, além do fortalecimento do SUS e da Atenção Primária. Em Manaus, mais de mil pessoas participaram de oficinas, debates e apresentações de trabalhos científicos.

Essa foi a primeira edição realizada na região Norte do Brasil. A escolha do Amazonas como palco da realização do evento se deu pela diversidade do estado e também para reafirmar a importância de descentralizar a produção científica.   

Ao longo de três décadas, o congresso passou por várias regiões brasileiras para debater a indissociabilidade entre saúde, democracia e direitos. No Sudeste, já esteve em São Paulo e no Rio de Janeiro; no Nordeste, em Salvador; e no Centro-Oeste, em Cuiabá. 

*Francisco Sutério é voluntário do Programa de Extensão Jornalismo como forma de Transformação Social no Combate à Desinformação.