Rede Antonietas lança primeiro livro no 24º SBPJor nesta quinta-feira (5)

O livro tem 15 capítulos, de 59 autoras(es) das cinco regiões do Brasil 4 de novembro de 2026 < Vitor Barboza

A Rede de Pesquisa Antonietas lançará nesta quinta-feira (05/11), às 20h, no Reserva Cultural, em Niterói, no Rio de Janeiro, o livro “Jornalismo, Gênero e Interseccionalidades: Violências e desigualdades em perspectiva”. O lançamento será feito durante o 24º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor).

O livro foi contemplado com o Edital 2/2026 da Editora SBPJor Luiz Gonzaga Motta, é organizado por uma das líderes do grupo de pesquisa Transverso, do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (PPGJor), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e uma das co-fundadoras da Rede Antonietas professora Daiane Bertasso, juntamente com as colegas da Rede Antonietas professoras Karina Gomes Barbosa, da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e Kenia Beatriz Ferreira Maia, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

De acordo com uma das coordenadoras do livro e professora do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Daiane Bertasso, o primeiro livro da Rede Antonietas se constitui num gesto político de reunir pesquisadoras e pesquisadores que, por décadas, estão lutando para que a perspectiva de gênero como categoria analítica construa sua legitimidade nas pesquisas em Jornalismo.

“A obra enfatiza o quanto estas problemáticas de pesquisa necessitam ser refletidas a partir das epistemologias feministas interseccional e decolonial, que são revolucionárias e imprescindíveis para transformar o jornalismo, as instituições e as práticas socioculturais, visando a equidade de gênero e a justiça social.”, disse.

Ao todo, são 15 capítulos, de 59 autoras(es) das cinco regiões do Brasil, com diferentes olhares que relacionam Jornalismo com Estudos de Gênero e Interseccionalidades. O livro está organizado em três seções, a primeira é dedicada ao tratamento jornalístico de casos de feminicídios; a segunda traz trabalhos sobre as violências de gênero; enquanto a última parte trata de desigualdades de gênero.