Roda de conversa discute gênero e saúde mental nesta quinta (25)
Evento será realizado às 17h30, na Fainor, com o objetivo de refletir sobre as expectativas sociais impostas sobre gênero 25 de setembro de 2025 Sofia RezendeNesta quinta-feira (25/09), acontece a “Roda de Conversa: Gênero, Papéis Sociais e Saúde Mental”, conduzida pelas estudantes do 7º semestre do curso de Psicologia da Faculdade Independente do Nordeste (Fainor), Bárbara Ferreira e Carolina Tavares. O evento será realizado no Módulo I, sala 11, às 17h30, na Fainor, em Vitória da Conquista.
A atividade é aberta ao público e tem como objetivo debater e refletir sobre as expectativas sociais impostas sobre gênero, alertar para os impactos psicológicos da repressão emocional, além de destacar como estereótipos reforçam os sentimentos de vergonha e autocobrança.
Estudante e organizadora do evento, Carolina Tavares explica que a roda de conversa surgiu da necessidade de atrelar o cuidado com a saúde mental às questões de gênero. “Queremos falar sobre como os papéis atribuídos aos gêneros afetam a saúde mental, especialmente via repressão emocional e culpa. Vamos também refletir sobre maneiras de desconstruir estereótipos e promover uma saúde mental mais acolhedora”, disse.
Saúde mental e papéis de gênero
Para as mulheres, o papel social de cuidadoras do lar e a pressão estética afetam a saúde mental. A cobrança para que desempenhem diversos papéis, entre manter a carreira profissional e cuidar da família, agrava o cansaço mental. Segundo estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres dedicam cerca de 21,3 horas semanais ao trabalho doméstico não remunerado, enquanto os homens doam apenas 11,7 horas.
De acordo com a Pesquisa Vigitel, realizada pelo Ministério da Saúde, 12,3% dos brasileiros com mais de 18 anos são diagnosticados com depressão. A estatística sobe para 16,8% contabilizando apenas mulheres e cai para 7,1% entre as pessoas do sexo masculino.
Os homens também são afetados pelos estereótipos. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), eles representam cerca de 75% dos casos de suicídio no mundo. No Brasil, a taxa entre o público masculino é quatro vezes maior do que no feminino. O psicólogo João Victor Pessanha, em entrevista para a Uninassau, explicou que um dos fatores é o pensamento enraizado na cultura da sociedade de que esse grupo, ao conversar sobre sentimentos, pode ser considerado fraco.
*Sofia Rezende é bolsista do Programa de Extensão Jornalismo como forma de Transformação Social no Combate à Desinformação.