Segunda noite do FIB reúne milhares de pessoas em diferentes ritmos musicais
Maria Bethânia, Ludmilla, Bell Marques e Trio da Huanna se apresentaram neste sábado (22), no Parque de Exposições Teopompo de Almeida 23 de agosto de 2026 < Estela de Assis e Rebecca Di Pardi*Da poesia de Maria Bethânia ao arrocha do Trio da Huanna, a segunda noite do Festival de Inverno Bahia (FIB), neste sábado (22), reuniu em sua programação uma variedade de estilos musicais. A cantora de Santo Amaro e o grupo formado em Ibicaraí, no Sul da Bahia, passaram pelo palco principal, assim como dois estreantes no FIB, a carioca Ludmilla e o baiano Bell Marques.
Uma das maiores intérpretes da Música Popular Brasileira (MPB), Maria Bethânia abriu a noite de sábado às 21h. O show contou com grandes sucessos como “Reconvexo”, “Olhos nos Olhos” e “Não Dá Mais pra Segurar”. Essa foi a segunda vez da artista no palco do FIB. Ela finalizou a apresentação, por volta das 23h, ao som de “O Que É, O Que É”, clássico de Gonzaguinha.
A estudante de Pedagogia, Nina Santos, saiu de casa especialmente para ver a menina de Oyá. “Eu conheço a Bethânia desde muito criança, foi apresentada pelo meu pai, então eu vim para cá realizar um sonho. Acredito que hoje sou muito do que sou por conta dela”, afirmou.
A segunda atração da noite foi a artista carioca Ludmilla, que estreou no festival. O show teve início às 23h20 com a canção “Energy”, do álbum Fragmentos. O repertório incluiu hits como “Favela Chegou”, “Verdinha” e “Dopamina”. A cantora se apresentou acompanhada de dançarinos e interrompeu o show em um momento para autografar CDs de um fã na plateia.
Os professores Renan Baptista e Ariel Aliara saíram de Porto Seguro exclusivamente para curtir o festival. “O evento está lindo, estamos muito animados e ansiosos para assistir à Ludmilla e também aos outros artistas”, explicou Renan. “Está uma estrutura incrível. Estou ansiosa por Ludmilla. Espero que ela vá realmente do funk ao pagode. Que ela entregue o que ela sempre entrega nos palcos”, completou Ariel.
A terceira apresentação da noite foi do cantor Bell Marques, que animou o público com clássicos do axé, como “Cabelo Raspadinho”, “Selva Branca” e “Diga que valeu”. O show do artista teve início às 01h19 e reuniu um grande público de diversas gerações.
No palco principal, o último show da noite foi do Trio da Huanna. O grupo de arrocha já esteve presente em outras duas edições do FIB. Em 2019, foram escolhidos para substituir a artista Iza, que não pôde comparecer por motivos de saúde, e, em 2022, retornaram ao festival. Neste sábado (22), a banda de Ibicaraí fez o público dançar ao som de músicas autorais, como “Vou trair”, “O rabão vai tremer” e “Chora”.
Em coletiva de imprensa, o vocalista Luizinho comentou sobre o atual cenário da música baiana e a importância de conciliar a tradição com os novos movimentos. “Tem espaço e público para todo mundo, isso é o mais importante”, afirmou. A banda também revelou o desejo de gravar uma parceria com Bell Marques, destacando a profunda admiração pela trajetória do músico de axé.
No palco alternativo, chamado de Vila O Boticário, a programação contou com os shows de Carten, Elas Cantam, Fred Sampaio e Jô Almeida. O espaço possibilitou visibilidade para os artistas locais e regionais, além de garantir a diversão do público nos intervalos entre os shows no palco principal.
A terceira e última noite do Festival de Inverno Bahia, neste domingo (23), começa com a abertura dos portões às 16h. No palco principal, se apresentarão, a partir das 17h, Marcelo Falcão, Wesley Safadão e Belo.
- Segunda noite do FIB reúne milhares de pessoas no Parque de Exposições. Foto: Laecio Lacerda
- Ludmilla se apresentou pela primeira vez no FIB. Foto: Laecio Lacerda
- Maria Bethânia abriu a programação do FIB no sábado (22). Foto: Laecio Lacerda
- Trio da Huanna foi o último grupo a se apresentar no palco principal. Foto: Laecio Lacerda
- Bell Marques animou o público com sucessos do Axé Music. Foto: Laecio Lacerda
Foto: Laecio Lacerda
*Estela de Assis e Rebecca Di Pardi são bolsistas do Programa de Extensão Jornalismo como forma de Transformação Social no combate à Desinformação.




