Uesb suspende atividades por causa da paralisação dos terceirizados
Os trabalhadores reivindicam o pagamento de salários atrasados, auxílio-transporte e outros direitos trabalhistas 14 de agosto de 2026 < Karina CostaNo final da manhã desta sexta-feira, 14 de agosto, a Reitoria da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) suspendeu as atividades acadêmicas e administrativas nos três campi, Vitória da Conquista, Jequié e Itapetinga. A decisão foi tomada em reunião dos membros do Conselho Superior (Consu), conforme a Portaria 525/2026.
A suspensão ocorreu por causa da paralisação dos terceirizados da empresa Creta, responsáveis pelos serviços de limpeza e manutenção da universidade. Os trabalhadores, paralisados desde a terça-feira, 11, reivindicam o pagamento de salários atrasados, auxílio-transporte e outros direitos trabalhistas.
Em nota, a Reitoria informou que os serviços de segurança e portaria funcionarão normalmente, assim como o Restaurante Universitário (RU). No Centro Universitário de Atenção à Saúde (Ceuas), o atendimento está suspenso no sábado, 15, e na segunda-feira, 17. Os eventos que estão em andamento nesse período estão mantidos.
A Uesb afirmou ainda que realizou todas as cobranças para a regularização do serviço. No comunicado oficial, também foi informada a criação de uma Comissão Processante para definir ações jurídicas relacionadas ao descumprimento do contrato por parte da Creta.
A situação será reavaliada na segunda-feira, 17, e, caso a empresa persista no descumprimento do contrato, a suspensão poderá ser prorrogada. Até o momento, a portaria determinou a retomada das atividades na terça-feira, 18, a partir das 7h.
Segundo o representante da empresa Creta, que pediu anonimato, há previsão dos pagamentos atrasados serem realizados na segunda-feira, 17, com possibilidade de encerramento da paralisação dos trabalhadores.
Outras paralisações
Em março de 2025, os funcionários terceirizados de limpeza e jardinagem da Uesb não receberam o pagamento de seus salários relacionados ao mês de fevereiro daquele ano. Na época, havia um problema contratual com a empresa A7 Serviços, por isso, a Uesb assumiu a responsabilidade de remunerar os trabalhadores.
A A7 Serviços possuia contas bloqueadas na justiça, o que inviabilizava o pagamento dos trabalhadores. Segundo relato dos servidores, a empresa já não cumpria com as demandas financeiras desde o início de 2024. Em seguida, a empresa Creta venceu o processo de licitação e assumiu o contrato com a universidade.
Em 2024, os terceirizados também paralisaram as atividades por falta de pagamento. Após 11 dias de mobilização, os trabalhadores receberam das empresas A7 e Positiva o salário integral e o valor referente a 15 dias de vale transporte e alimentação.
Foto de capa: Ascom/Uesb