1 de novembro de 2019

Mensagem sobre o perigo de consumir cebola depois de cortada é FALSA

Segundo especialista, desde que seja armazenado de forma correta, o vegetal, depois de cortado, não é fonte de bactérias e também não perde seus nutrientes

Circula nos grupos de WhatsApp um áudio no qual uma mulher não identificada afirma que consumir cebola, depois de cortada, causa prejuízos à saúde. O motivo, segundo a gravação, é que dessa forma o vegetal pode atrair uma série de bactérias e provocar doenças. Um leitor do Avoador pediu à equipe do Xereta que checasse a veracidade da mensagem. Para verificar a informação, conversamos com a nutricionista e consultora em alimentação coletiva, que atua em Vitória da Conquista, Patrícia Prado Santos.

De acordo com a nutricionista, a cebola, depois de cortada, não é fonte de bactérias e também não perde suas propriedades nutricionais, desde que seja armazenada corretamente. “Não há problema nenhum em usar os temperos que sobraram ou a cebola já descascada. Basta ter o cuidado de guardá-los sempre na geladeira para manter o resfriamento e dentro de um recipiente limpo e totalmente fechado”, explicou Patrícia.

Ela esclareceu ainda que é preciso ter esse tipo de cuidado com qualquer alimento que já foi manipulado. “Devemos analisar sempre a decomposição, a mudança de cor, a textura e o aroma”, completou. Os boatos sobre os “perigos” da cebola cortada não são uma novidade.

O próprio Ministério da Saúde, por meio do seu canal de checagem, “Saúde sem Fake News”, já desmentiu essa informação. Na época, o áudio havia sido atribuído falsamente a Marinella Della Negra, infectologista do Instituto Emílio Ribas, em São Paulo.

Os boatos na internet e nas redes sociais costumam se repetir em formatos diferentes, atribuídos a autores distintos. O mito da cebola cortada que absorve bactérias, assim como a informação de que o vegetal serviria para curar gripe e pneumonia circularam em outros momentos e também já foram esclarecidos.

Além da falta de fundamento científico, o que foi comprovado com as informações da nutricionista, Patrícia Prado Santos, a mensagem do áudio apresenta algumas características típicas de fake news. A ausência de identificação do autor(a), informações vagas e, por isso, difíceis de serem verificadas por meio de outras fontes, e a repetição da mensagem nas redes são alguns indícios de que o conteúdo pode não ser verdadeiro. Portanto, o áudio que circula pelo WhatsApp recebe o selo de FALSO do Xereta.

Foto de capa: Pexels

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