Fórum Sindical e Popular realiza ato pelo Dia dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Conquista
A mobilização será nesta quinta-feira, 30 de abril, no Centro, a partir das 8h30. Entre as pautas de reivindicação estão o fim da jornada de trabalho 6x1 e da violência contra as mulheres 29 de abril de 2026 Lázaro Oliveira*Nesta quinta-feira, 30 de abril, será realizado o ato pelo Dia dos Trabalhadores e Trabalhadoras, na praça 9 de Novembro, no Centro, em Vitória da Conquista. Prevista para começar às 8h30, a mobilização é organizada pelo Fórum Sindical e Popular, composto por organizações da sociedade civil e entidades sindicais.
O protesto local integra a agenda nacional de mobilização do dia 1º de maio. Entre as pautas de reivindicação estão o fim da jornada de trabalho 6×1, da violência contra as mulheres e a denúncia do abandono da saúde pública municipal.
Segundo o coordenador da APLB – Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia, delegado da seção do Planalto da Conquista, Toni Alcântara, a mobilização é resultado da insatisfação dos trabalhadores diante das mais diversas violências.
“Muitas trabalhadoras são vítimas do feminicídio e da violência, inclusive no próprio ambiente profissional, então é fundamental para nós unirmos essas pautas. Além disso, o mesmo trabalhador que não tem condição de pagar um plano de saúde é o que precisa bater à porta do SUS, que em Conquista está um caos”, afirma Toni.
Além da APLB, compõem o Fórum Sindical e Popular a Adusb (Associação dos Docentes da UESB), a Unidade Popular (UP), o Simmp (Sindicato do Magistério Municipal Público de Vitória da Conquista) e outras entidades.
Mobilização nacional no 1º de Maio
Centrais sindicais e movimentos populares realizam atos em todo o país. Além do pedido pelo fim da escala 6×1, os protestos reivindicam medidas de combate ao feminicídio, regulamentação do trabalho por aplicativos, valorização do salário mínimo, igualdade salarial e proteção social.
No dia 14 de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou ao Congresso Nacional o Projeto de Lei 1838/2026, que prevê o fim da escala. A votação no plenário da Câmara é aguardada para ocorrer entre agosto e setembro. A proposta tramita em regime de urgência e deve ser analisada em até 45 dias.
O tema virou pauta em todo o território nacional após a apresentação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pela deputada Erika Hilton (PSol-SP). Na justificativa, a parlamentar citou uma petição pública online criada pelo Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), liderado por Rick Azevedo, vereador eleito pelo PSOL no Rio de Janeiro, com mais de 29 mil votos.
A mobilização começou quando Rick publicou um vídeo na plataforma TikTok relatando a rotina exaustiva de trabalho em uma farmácia. Os vídeos viralizaram rapidamente, o que ocasionou uma petição pública, que já soma mais de 2,4 milhões de assinaturas, pedindo para que o Congresso Nacional reveja a carga horária de trabalho na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Foto de capa: Valter Campanato/Agência Brasil
*Lázaro Oliveira é bolsista do Programa de Extensão Jornalismo como forma de Transformação Social no combate à Desinformação.