Lacração das urnas para o 2º turno em Conquista é finalizada nesta quarta-feira (21)
As equipes realizaram testes, auditoria e lacração dos equipamentos, que serão usados no próximo domingo (25) 21 de outubro de 2026 < Arthur Vitor, Bárbara Almeida, Jéssica Vital, Sarah Andrade e Tainá Prates*No dia 21 de outubro, última quarta-feira, o Fórum Eleitoral de Vitória da Conquista concluiu a preparação e a lacração das urnas eletrônicas do 2º turno das Eleições Gerais, que será no próximo domingo (25/10) em todo o Brasil. No município, 766 urnas passaram pela preparação, que também foi realizada nos dias 15 e 16 de outubro.
O procedimento é público e foi acompanhado pela juíza eleitoral Janine Soares, da 39ª Zona Eleitoral de Vitória da Conquista. Segundo a magistrada, a preparação e a lacração das urnas são etapas que reforçam a segurança e a transparência do processo eleitoral. “Na verdade é pra garantir o processo que já é seguro, testado, controlado por várias instâncias. Então efetivamente a gente vai ter uma eleição segura”, afirmou.
Durante o processo de lacração, 34 profissionais, entre auxiliares de cartório e técnicos supervisores da Justiça Eleitoral participaram da atividade. A preparação começou às 8h30, antes de serem lacradas, as urnas passam por uma última checagem para ver se estão funcionando e se os dados estão corretos.
Segundo o técnico supervisor, Ícaro Gonçalves, os equipamentos são separados por seção e levados para a bancada, onde o lacre do primeiro turno é retirado. “A gente insere uma mídia externa, insere a mídia da seção correspondente e agora a gente começa o sistema de autoteste”, explicou o técnico. Nessa etapa, a urna testa componentes como o visor e as mídias.
O teste é feito no modo de demonstração, que é uma votação simulada com a mesma tela da eleição, mas sem valor oficial. “A gente precisa fazer com que ela funcione em modo demonstração, porque ela já tá com a carga oficial do segundo turno”, disse o técnico Arthur Sousa. Nela, é checado se os dois candidatos aparecem com foto e nome corretos. “É o mesmo procedimento que a gente faz com os juízes e os promotores”, explicou.
A urna tem duas mídias, a de votação guarda os dados da seção e dos eleitores, e está lá desde o primeiro turno. Já a segunda, a de resultado, fica vazia durante a votação. Quando o presidente da seção encerra a urna, os dados são copiados para ela, e é por essa mídia que os votos são enviados para apuração.
Depois da auditoria e da confirmação dos dados, a urna é lacrada novamente. Se alguém tentar romper o lacre, a cor azul muda instantaneamente, permitindo identificar qualquer abertura.
Segundo o técnico Arthur Sousa, uma urna só é trocada em último caso, mas, se for necessário, todos os votos são contabilizados e nada se perde. Depois de testadas e lacradas, as urnas só serão ligadas no dia da eleição. Esse controle funciona por meio de um relógio interno, programado pela equipe técnica. “Aqui dentro tem uma bateria, tem um relógio. A gente programa ela”, explicou o técnico.
Acessibilidade nas urnas
Durante a preparação das urnas eletrônicas, também são testados os recursos de acessibilidade das urnas eletrônicas, como a tradução em Libras exibida na tela, o teclado com identificação em braile e o uso de fones de ouvido, destinados a pessoas com deficiência visual.
Eleitores idosos que apresentam dificuldades para manusear a urna podem receber auxílio durante a votação, de acordo com a juíza Janine Soares. Esses recursos buscam facilitar o uso da urna e garantir que os eleitores possam exercer o direito ao voto com mais autonomia e segurança. Com a conclusão do processo, as urnas estão prontas para o segundo turno das eleições, que acontecem neste domingo (25/10).
30 anos de urnas eletrônicas no Brasil
Em 2026, a urna eletrônica brasileira completa 30 anos de existência, o equipamento foi utilizado pela primeira vez nas eleições municipais de 1996. Ao longo dessas três décadas, as urnas passaram por evoluções tecnológicas e de segurança.
Durante os 30 anos, foram utilizados 14 modelos e produzidos 1.487.115 equipamentos. Desde a introdução do sistema nas eleições brasileiras, quatro fabricantes foram responsáveis pela produção dos equipamentos: Unisys, Procomp, Diebold e Positivo Tecnologia.
Em 1998, a urna passou a mostrar a foto de todos os candidatos. Nas eleições municipais de 2000, todos os eleitores do país votaram eletronicamente. Já em 2006, foi o início da identificação biométrica, que foi implementada em larga escala posteriormente.
30 anos após o seu lançamento a urna eletrônica, a urna eletrônica continua trazendo inovações. A sua tela vai apresentar um intérprete de Libras indicando o voto nulo, branco, a legenda e um barra de progresso da votação na parte superior do painel. Também, informa ao eleitor quantos dígitos são esperados para cada cargo, assim como o progresso da votação.
Segundo turno
Em Vitória da Conquista, 264.091 eleitores estão aptos a votar no segundo turno das Eleições Gerais, distribuídos em 142 locais de votação e 766 seções, segundo dados do TRE. O município conta ainda com 3.065 mesários, que atuarão no dia da votação.
Os eleitores baianos vão às urnas neste segundo turno para voltarem ao cargo de presidente da república, concorrem ao cargo o senador Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), atual presidente do Brasil. No primeiro turno das eleições, na Bahia, foi reeleito Jerônimo Rodrigues (PT), para o cargo de governador e foram eleitos os senadores Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do PT.
*Esta reportagem foi produzida por estudantes da disciplina Jornalismo na Internet I, do curso de Jornalismo, sob orientação da prof. Carmen Carvalho