Conheça as seis vacinas mais promissoras contra a covid-19

Para ser aprovada, uma vacina passa por processos de testagem, produção e implantação, que podem levam anos 24 de outubro de 2020 Alexya Leite

Quando cientistas chineses divulgaram a sequência do genoma do novo coronavírus em 21 de janeiro, laboratórios e institutos de pesquisas espalhados pelo mundo, começaram a trabalhar em uma cura, em uma vacina. A primeira delas, já com testes em humanos no dia 16 de março, liderou outros 200 estudos iniciados junto a Organização Mundial da Saúde (OMS). No momento, 44 realizam experimentos em pessoas.

Historicamente, a vacina disponibilizada mais rapidamente para o mercado demorou quatro anos e foi contra a caxumba, na década de 1960. Isso ocorre porque um vacina passa por processos de testagem, produção e implantação, que podem levam anos.

Todavia, é esperado pelos cientistas que uma vacina seja desenvolvida no período de 12 a 18 meses. Com isso, a OMS disponibilizará 2 bilhões de doses do imunizante até o final de 2021. Apesar de muitas vacinas estarem em estágio final de testes, nenhuma foi aprovada até o momento. Das 44 candidatas – cada uma com uma abordagem distinta – algumas trilham caminho promissor.

Uma delas é a CoronaVac desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac Biotech. Seus testes, atualmente na Fase 3, estão sendo realizados com milhares de voluntários no Brasil, Turquia e Indonésia. Resultados ainda não verificados da Fase 2 demonstraram que a vacina produziu anticorpos sem reações danosas em humanos.

Já a BNT162b2 é uma vacina da parceria americano-alemã Pfizer e BioNTech do tipo mRNA mensageiro. Em testes da Fase 3, 44 mil voluntários são testados em áreas com as maiores taxas de transmissão da covid-19 no mundo. Testes preliminares nas duas primeiras fases revelaram produção de anticorpos e respostas de células T específicas contra a proteína Sars-CoV-2.

Também vacina mRNA, a mRNA-1273 da Moderna é hospedada pelos Estados Unidos. Com 30 mil voluntários na terceira fase, que começou no final de julho, a vacina teve resultados promissores em jovens e idosos na produção de anticorpos.

Os testes ocorrem com uma metade dos voluntários que recebe a dose de uma vacina enquanto a outra metade recebe o placebo, um fármaco ou procedimento neutro, que apresenta resultados terapêuticos correspondentes aos efeitos psicológicos da crença de estar sendo tratado.

A ChAdOx1 nCoV-19 da AstraZeneca e da Universidade de Oxford, também em Fase 3, foi suspensa em setembro após comorbidade inexplicada em voluntária do Reino Unido, com testes retomados posteriormente no Brasil, na África do Sul e no Reino Unido. Um médico brasileiro, vítima da covid-19, foi voluntário do teste.

Entretanto, os resultados das primeiras fases demonstraram forte resposta imune e produção de anticorpos após os participantes tomarem a vacina. Para a Fase 3, 50 mil voluntários são pretendidos.

A Ad26.COV2-S da Johnson & Johnson também teve testes suspensos, no dia 12 de outubro, após a necessidade de uma avaliação de segurança independente, processo comum em ensaios clínicos. Em contrapartida, os resultados em macacos produziu “proteção completa ou quase completa” após única dosagem. Hoje, a empresa testa seu imunizante em 60 mil voluntários de diversos países.

Por fim, a Sputnik 5, da Rússia, obteve resultados satisfatórios após apresentar forte resposta imune na segunda fase de testes, de acordo os pesquisadores. Seu uso geral foi aprovado pelo governo russo em 11 de agosto, mesmo sem conclusão dos testes de Fase 3.

De acordo com o site jornalístico DW, a rapidez com que as vacinas estão em evolução já é um recorde historicamente, entretanto cientistas alertam para a inviabilidade dos ensaios clínicos cobrirem possíveis efeitos colaterais após um longo período.

Segundo com o diretor adjunto do Centro Internacional de Acesso à Vacina na Faculdade de Saúde Pública John Hopkins-Bloomberg nos EUA, que, em entrevista ao DW, acompanhar a segurança e eficácia dos imunizantes é primordial já que há um longo caminho para uma vacina segura.

Fonte: DW
Foto: Nevodka/istock

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