Currículo Lattes inclui seção para indicar período de licença-maternidade

A questão da licença-maternidade nos currículos é uma demanda antiga das cientistas brasileiras 15 de abril de 2021 Renata Batista

A partir desta quinta-feira (15/04), as pesquisadoras brasileiras mães já podem incluir no currículo Lattes o período de licença-maternidade. A nova seção está na plataforma com o nome de “Licenças”.

O Lattes, que é o currículo público e obrigatório para todos os cientistas do Brasil, é administrado pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), agência federal de fomento à pesquisa científica, ligada ao Ministério da Ciência.  São mais sete milhões de currículos entre pesquisadores profissionais e por cientistas em formação na pós-graduação disponíveis na plataforma, sendo neste último caso, mais da metade dos matriculados, 54,5%, de mulheres.

Os dados do Lattes são usados para processos seletivos e promoção de carreira dos profissionais. A questão da licença-maternidade nos currículos é uma demanda antiga das cientistas brasileiras e foi uma das principais propostas levantadas no primeiro Simpósio Brasileiro sobre Maternidade e Ciência, que aconteceu em Porto Alegre em 2018. O problema é que hoje o currículo Lattes das cientistas que tiveram filhos têm pausas descontextualizadas na sua formação e produção acadêmica, o que pode ser muito prejudicial nas avaliações.

Internamente no CNPq, a inclusão do campo licença-maternidade no Lattes foi encabeçada pela diretora de Cooperação Institucional, Zaira Turchi, e pela diretora de Engenharias, Ciências Exatas, Humanas e Sociais, Adriana Tonini. De acordo com o CNPq, segundo publicação da Folha de S.Paulo, a nova área de “Licenças” no Lattes deve ser expandida no futuro para abrigar outras formas de afastamento e de interrupção na formação e na produção científica.

Fonte: Folha de S.Paulo

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