Estudo americano aponta que máscaras dificultam o reconhecimento facial

Os pesquisadores do NIST observaram que a taxa de erros ficou entre 5% e 50% após a realização de testes em 89 algoritmos 31 de julho de 2020 Karina Costa

Um estudo preliminar do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST), dos Estados Unidos, apontou que as máscaras confundem os algoritmos de reconhecimento facial. Os pesquisadores observaram que a taxa de erros ficou entre 5% e 50% após a realização de testes em 89 algoritmos comerciais desse tipo.⁣⁣ A equipe comparou duas fotos de uma mesma pessoa, com e sem a máscara.

As máscaras foram aplicadas digitalmente em cerca de seis milhões de fotografias. Para se aproximar da realidade, os cientistas elaboraram nove tipos de máscaras diferentes em cor, forma e nível de cobertura do rosto.⁣ Com pessoas sem máscaras, a taxa de erro dos algoritmos mais avançados é de 0,3%. Com a máscara, uma pessoa tem 5% de chance de não ser reconhecida por um algoritmo de alta complexidade.⁣

Já outras tecnologias desse tipo, com taxas de eficiência menores, apresentam entre 20% e 50% de probabilidade de falha. Os resultados também mostraram que, quanto mais a máscara cobre o nariz, menor é a chance de uma pessoa ser reconhecida.⁣ De acordo com Mei Ngan, uma das cientistas do NIST, o instituto irá realizar mais testes ainda este ano. Desta vez, serão utilizados algoritmos já desenvolvidos para lidar com a presença das máscaras.⁣

Fonte: NIST⁣

Foto de capa: B. Hayes/NIST

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