Projetos interdisciplinares enriquecem o aprendizado no Colégio Modelo

Iniciativa surgiu para que alunos potencializassem as suas habilidades de uma forma mais dinâmica e fora da rotina da sala de aula. 29 de abril de 2016

Para desenvolver as habilidades do alunado em um tema específico ou dar ênfase a uma discussão da atualidade, o Colégio Modelo Antônio Carlos Magalhães implantou os projetos interdisciplinares.

Ayeska Azevedo, 17 anos, Jussara Porto, 17 anos e Gabriel Campacci, 18 anos, estudam no terceiro ano do ensino médio e destacam os benefícios dessas atividades como complemento de assuntos estudados em sala de aula. “A coisa mais legal que temos são os projetos, e eles são bem organizados. O conceito do projeto é organizado pelos professores, dependendo da proposta nós produzimos. Todos realmente se interessam e não é aquela coisa obrigada”, revela Ayeska. Gabriel e Jussara também acreditam que essas atividades possibilitam aos alunos ampliar o conhecimento no tema escolhido.

De acordo com a vice-diretora e professora de geografia do Colégio Modelo, Juci Barros de Oliveira Cardoso, a iniciativa surgiu para oferecer aos alunos programas que potencializassem as suas habilidades de uma forma mais dinâmica e fora da rotina da sala de aula. “Os projetos são realizados para incrementar o ensino médio. Existe um projeto agora que é um reforço de exatas para poder ajudá-los, além da parte lúdica e artística do mesmo. Essa é uma maneira de contemplar o alunado de forma que os atraia para a escola”, destaca.

Entre os projetos interdisciplinares desenvolvidos no Colégio Modelo estão o Leiturise-se, que é voltado para a prática e incentivo a leitura, o Seja Modelo Contra o Mosquito da Dengue, campanha realizada dentro e fora da escola por professores, alunos e funcionários contra os possíveis focos da dengue, e o Projeto Ensino Médio Inovador (ProEMI), que busca trabalhar com reforço para a área de exatas e incentivo à iniciação científica. Apesar do empenho da escola em inovar para atrair os alunos, a vice-diretora lamenta que, dos mais de 800 alunos, menos de 30 se inscreveram para participar do projeto ProEMI. Um dos motivos apontados por ela é que a atividade exige  que o aluno retorne à escola no turno oposto. “Eles teriam que gastar dinheiro com transporte, alimentação, tempo, que eles acham que iriam perder para voltar para a escola, e muitos não têm condições de ficar direto, por morar fora”, explica.

Mesmo com os projetos, os alunos questionam a falta do sexto horário na escola. “Eu acho que é uma coisa que o governo deveria colocar, porque só temos cinco horários e já perdemos muitas aulas com isso”, conta a aluna Ayeska. A vice-diretora explicou que a instituição não possui o sexto horário porque a carga horária de aulas já é contemplada nos cinco horários que a escola já possui.

Já Gabriel reclama da rotina de aulas que seguem o mesmo padrão. “Temos aquela mesmice todos os dias! Nós temos um laboratório, mas do tempo que estudamos aqui a gente só usou ele uma vez”. A vice-diretora alegou que apenas os alunos do primeiro ano do matutino fazem uso regular do laboratório. “Realmente o nosso laboratório estava inutilizado, porém, desde o ano passado tem uma professora que assumiu as aulas de química e ela tem feito uso desse laboratório. Também temos que ver a questão do currículo, do que está sendo trabalhado, não se pode aleatoriamente ir para o laboratório, tem que estar dentro da ementa do que vai ser estudado”, explica Juci.

Essas dificuldades não desafiam os alunos. Eles acreditam no potencial de cada um para vencer aos desafios. “As pessoas têm que lembrar que não é só a escola que vai te botar dentro da faculdade, a escola não dá tudo que vai cair. Mesmo sendo a melhor escola do mundo, você tem que fazer sua parte de estudar”, conta Ayeska.

 

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