Retomados os testes da vacina de Oxford no Brasil

Os testes, suspensos após grave reação adversa de uma voluntária do Reino Unido, foram retomados na segunda-feira (14/09) 20 de setembro de 2020 Alexya Leite

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou, neste sábado (12/09), a retomada dos testes com a vacina de Oxford, que tem parceria com o laboratório AstraZeneca no Brasil. Os testes, suspensos após grave reação adversa de uma voluntária do Reino Unido, foram retomados nesta segunda-feira (14/09).

Especialistas da Anvisa analisaram os dados obtidos da agência reguladora britânica (Medicines and Healthcare Products Regulatory Agency – MHRA) e concluiram que o prosseguimento dos testes é seguro.

“Após avaliar os dados do evento adverso, sua causalidade e o conjunto de dados de segurança gerados no estudo, a agência concluiu que a relação benefício/risco se mantém favorável e, por isso, o estudo poderá ser retomado”, declarou a agência.

Os testes da vacina foram interrompidos temporariamente no dia 8 de setembro depois que uma voluntária do Reino Unido apresentou resposta adversa à vacina. De acordo com o jornal The New York Times, a paciente teve mielite transversa – síndrome inflamatória que afeta a medula espinhal.

No Brasil, entretanto, não houve relato de eventos adversos graves com a pesquisa, que segue sob coordenação da Universidade Federal de São Paulo, por meio do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie/Unifesp).

A interrupção dos ensaios clínicos é um procedimento padrão da fase de testagem e ocorre com o surgimento de uma enfermidade sem causa aparente em um dos participantes.

“Em grandes ensaios como este, é esperado que alguns participantes não passem bem e todos os casos têm de ser cuidadosamente analisados para garantir uma avaliação cuidadosa da segurança”, explicou a Unifesp por meio de nota.

Além da vacina da AstraZeneca, outros 200 estudos estão em andamento no Brasil. O acompanhamento dos testes contra a covid-19 seguirá sob acompanhamento da Anvisa, que tomará as medidas cabíveis para garantir a segurança dos voluntários em caso de situações adversas.

Foto: Empresa Brasileira de Comunicação (EBC)

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