Bolsonaro retira 83,9 milhões do Bolsa Família e transfere para a Comunicação

Segundo relatório produzido pela CPMI das Fake News, foram identificados 2,065 milhões de anúncios em redes sociais, sites e aplicativos pagos pela Secom 7 de junho de 2020 Leila Costa

O governo federal retirou 83, 9 milhões, nesta quinta-feira (04/06), que seriam destinados ao programa de combate à extrema pobreza via Bolsa Família. A quantia foi remanejada para a Comunicação Institucional da Presidência da República, comandada pela Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom).

Segundo a portaria, assinada pelo secretário da Fazenda, Waldery Rodrigues, o recurso seria destinado para ações do Bolsa Família da região Nordeste.

Essa transferência de recurso acontece em meio a uma crise na Secom sobre uso de dinheiro público para publicidade. Segundo um relatório produzido pela CPMI das Fake News, foram identificados 2,065 milhões de anúncios em redes sociais, sites e aplicativos de conteúdos considerados inapropriados, pagos pela Secom.

Programa Bolsa Família

O programa Bolsa Família foi criado em 2004 e atende mais de 13,9 milhões de famílias em todo país, no entanto 433 mil famílias aptas a receber o benefício ainda aguardam liberação do Ministério da Cidadania. O programa é destinado às famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica com renda mensal entre R$ 89,00 e R$ 178,00 por pessoa.

O Benefício Básico é destinado às famílias em situação de extrema pobreza, com renda mensal de até R$ 89,00 por pessoa, o valor do  auxílio é de R$ 89,00 mensais.

Já o Benefício Variável é concedido às famílias em situação de pobreza em que façam parte da composição gestantes, crianças e adolescentes de 0 a 15 anos. O valor de cada benefício é de R$ 41,00 e cada família pode acumular até cinco benefícios por mês, chegando a R$ 205,00.

Foto de capa: Leila Costa

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