Prefeitura de Itapetinga amplia medidas de isolamento social

Estabelecimentos que podem gerar grandes aglomerações, como casas de eventos, bares e restaurantes, poderão funcionar apenas com o serviço de delivery até às 00h 9 de julho de 2020 Raquel Rocha

Com 495 casos confirmados da covid-19 e 15 óbitos nesta quarta-feira (08/07), a população de Itapetinga está sob toque de recolher e o comércio não essencial está funcionando em horário reduzido. No dia 1º de julho, a Prefeitura publicou um decreto que estabeleceu medidas mais rígidas para o enfrentamento ao novo coronavírus. A decisão foi tomada após testagens realizadas em funcionários da empresa Tabocas, no dia 29 de junho, e no Abrigo Lar Laura Carvalho, em 25 de junho, que identificou 200 casos da doença.

Até o dia 19 de julho, o toque de recolher, das 19h às 5h, estará em vigor, exceto em casos emergenciais ou relacionados as rotinas de trabalho dos moradores. Os estabelecimentos comerciais considerados não essenciais podem funcionar das 8h às 14h. Já o comércio essencial tem autorização para ficar aberto até às 16h, e as feiras livres até às 12h. Locais que podem gerar grandes aglomerações, como casas de eventos, bares e restaurantes, poderão funcionar apenas com o serviço de delivery até às 00h. Dessa forma, o drive thru fica suspenso. Além disso, o transporte público estará disponível apenas até às 19h.

População cobra apoio

Em Itapetinga, há um grupo de professores, estudantes e membros da comunidade em geral, chamado de HUB, que tem desenvolvido ações de apoio à população carente da cidade durante a pandemia e se mobilizado contra a manutenção do comércio aberto. De acordo com a professora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), campus de Itapetinga, e membro do HUB, Simone Gualberto, desde o início da crise, o grupo tem cobrado da gestão municipal medidas mais efetivas para proteger a população.

O HUB pede que a Prefeitura apresente um “Plano Emergencial de Seguridade Social” para garantir que os itapetinguenses tenham condições financeiras de permanecer em casa. Além disso, segundo Simone, é preciso reforçar a equipe de saúde que monitora os casos suspeitos e investir em campanhas informativas e equipamentos de proteção individual (EPIs) para a prevenção do contágio, especialmente nos bairros periféricos. De acordo com a professora da Uesb, campus de Itapetinga, Letícia Fernandes, que também faz parte do HUB, o novo decreto é “inconsistente e insuficiente diante do rápido aumento de casos na cidade”.

Foto de capa: Prefeitura de Itapetinga

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