Professores da Uesb paralisam atividades nesta quarta (20) após falta de diálogo com o governo estadual

Os portões também estarão fechados na Uneb, Uefs e Uesc por decisão do Fórum das Associações Docentes (FAD) 19 de maio de 2026 Nanda Deda

Nesta quarta-feira (20/05), os portões dos três campi da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) estarão fechados. A paralisação foi aprovada no dia 7 de maio, durante assembleia da Associação dos Docentes da Uesb (Adusb), como resposta à falta de diálogo do governo do estado da Bahia com a categoria.

Segundo a Adusb, o movimento docente não é recebido para negociações desde julho do ano passado. “Precisamos discutir direitos trabalhistas, autonomia, financiamento das nossas universidades. Vários direitos estão lá parados na mesa do governo por uma inércia. O governo resolveu que a melhor resposta a ser dada à categoria é o silêncio”, afirmou a presidente Iracema Lima, em vídeo publicado nas redes sociais do sindicato.

Entre as reivindicações do movimento docente estão a defesa do Estatuto do Magistério Superior Público Estadual, melhorias nas condições de trabalho, valorização da carreira docente e mais recursos financeiros destinados ao ensino,  pesquisa e extensão das universidades estaduais.

Os portões serão fechados na noite desta terça-feira (19/05) e reabertos apenas na quarta-feira, a partir das 21h. A paralisação está prevista para começar às 7h, com café da manhã nos portões da universidade.  

Mobilização do Fórum das ADs

Além da Uesb, a Universidade do Estado da Bahia (Uneb), a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e a Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) também terão as atividades paralisadas neste 20 de maio. A decisão foi tomada na última reunião do Fórum das Associações Docentes (FAD) das Universidades Estaduais da Bahia, no dia 15 de abril, em Feira de Santana. 

Para o site do fórum, a coordenadora do FAD, Karina Sales, explicou a gravidade da falta de diálogo com o governo. “Há muito tempo que não se trata mais de uma questão de agenda, é uma escolha política por não negociar. Estamos falando de direitos e condições de trabalho desrespeitados e, no limite, do adequado funcionamento das universidades. Se o governo insiste em ignorar o movimento docente, a resposta virá com mais mobilização.”

Foto de capa: Adusb

*Nanda Deda é bolsista do Programa de Extensão Jornalismo como Forma de Transformação Social no Combate à Desinformação. 

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